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Comércio acuado no Fontesville


Por Tribuna

25/06/2012 às 19h50

Último caso aconteceu no sábado (23), quando uma loja de materiais de construção foi arrombada

Último caso aconteceu no sábado (23), quando uma loja de materiais de construção foi arrombada

Comerciantes do Bairro Fontesville, na Zona Norte, estão assustados com a série de arrombamentos seguidos de furtos ocorridos no último mês. Revoltados e temerosos, eles pedem mais segurança e agilidade da Polícia Militar no atendimento das ocorrências, que estariam sendo cometidas pelo mesmo grupo. O caso mais recente e ousado aconteceu na noite do último sábado(23) em uma loja de materiais de construção na Avenida Vereador Raimundo Hargreaves. O ladrão fez um buraco na parede de alvenaria dos fundos do estabelecimento, desligou o sistema de alarme e furtou várias torneiras de metal, além de discos de maquita.

"O alarme tocou, então viemos para a loja, por volta das 19h30. O funcionário bateu na porta, e os ladrões correram pelo quintal da vizinha. Ligamos várias vezes para a polícia e esperamos até 22h30, mas nos informaram que havia um evento importante na cidade e que não poderiam ir", disse uma das sócias da loja, 38 anos. Também sem querer se identificar, temendo retaliações por parte dos criminosos, uma motorista, 35, contou que se embrenhou no matagal para tentar ajudar. "Fui atrás deles e até me arranhei. Acabei conseguindo recuperar alguns materiais que foram abandonados na mata." Ela reclamou da demora da PM em atender a ocorrência. "Pagamos nosso impostos, mas não temos segurança. Eles estão agindo nos finais de semana e feriados e fazem isso porque não tem polícia."

Para a sócia do estabelecimento de materiais de construção, pior que o prejuízo é a insegurança. "Treze dias antes já tinham feito outro buraco no mesmo local, mas o alarme disparou e fugiram. Agora já voltaram com a intenção de desligar a sirene. Também já entraram em uma empresa de ônibus e levaram vários computadores."

Uma comerciante, 46, proprietária de uma loja de jornais e papelaria da mesma avenida, reclama: "Em um mês, entraram aqui quatro vezes. Meu prejuízo já passa de R$ 2 mil. No último caso, quebraram várias janelas, e o suspeito ficou aqui dentro por meia hora, mas quando a PM chegou ele já tinha conseguido fugir. Estamos indignados e impotentes." A Tribuna entrou em contato com a assessoria do 27º Batalhão da PM pela manhã e à tarde, mas não houve resposta.