Direitos Humanos busca alternativa para famílias
Moradores do Bairro Jardim dos Alfineiros, Zona Norte, afetados com a situação do prédio que ameaça desabar desde o início do ano, na Rua Custódio de Rezende Bastos, se reuniram esta semana com membros do Centro de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH). O objetivo era buscar saídas para o problema, pois, na semana passada, a Secretaria de Atividades Urbanas (SAU) deu prazo de 72 horas para que duas famílias, que vivem em casas ao lado do prédio, deixem suas propriedades. Além disso, oito meses após as primeiras trincas aparecerem na edificação, não houve qualquer iniciativa para recuperar a estrutura, e 13 famílias, que eram moradoras do prédio, permanecem abrigadas em casas de parentes ou pagando aluguel.
A reunião com o CDDH, na última terça-feira, partiu de uma iniciativa do centro após contato da Tribuna sobre a situação. Um dos casos mais urgentes a ser resolvido é o da família do gerente de lanchonete Ângelo Marcelino da Cruz, 44 anos. Proprietário de uma casa ao lado, onde vive com três filhos e a esposa, ele se viu obrigado a deixar o próprio imóvel devido aos riscos. Inicialmente, ele relutava, mas ontem informou que vai deixar o local. “Tenho uma filha de 9 anos, e ameaçaram acionar o Juizado da Infância e Juventude caso ela permaneça nesta situação de risco. Vamos aceitar o aluguel social oferecido pela Prefeitura, de R$ 240, que não resolve, mas ajuda. O que queremos, mesmo, é que o prédio seja demolido, para acabar com todo este transtorno.
Membros de famílias afetadas e advogados do CDDH participaram de uma reunião esta semana na Secretaria de Segurança Urbana e Cidadania da Prefeitura. No encontro, foi acordada a reavaliação técnica das estruturas dos imóveis, assim como a reavaliação social dos moradores. Este trabalho começou a ser feito ontem, pela Defesa Civil. Em nota, informou que a secretaria “também irá enviar um dossiê com todo o histórico da situação e das ações tomadas pela pasta ao Ministério Público, para que, caso julgue conveniente, dê início a uma ação cível pública contra os responsáveis pela construtora”. A reportagem tentou contato com a empresa por telefone na tarde de ontem, mas as ligações não foram atendidas.









