Ministros chegam a Juiz de Fora e garantem recursos após decreto de calamidade

Comitiva reconhece a gravidade da situação, anuncia envio de técnicos e assegura apoio financeiro para reconstrução do município


Por Fernanda Castilho

24/02/2026 às 20h04- Atualizada 24/02/2026 às 21h57

Margarida Salomao VALE ESTA 250226 Giglia
A secretária de Desenvolvimento Urbano, Cidinha Louzada, o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, o ministro do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, a prefeita Margarida Salomão, o governador Romeu Zema e o vice-prefeito Marcelo Detoni durante coletiva na Prefeitura

 

Após decreto de estado de calamidade em Juiz de Fora, a comitiva do Governo Federal chegou ao município para prestar apoio à Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) na tarde desta terça-feira (24). A equipe é comandada pelo Secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff Barreiros (PL),  pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes (PDT) e pelo Ministro da Saúde em exercício Adriano Massuda. Também estiveram presentes o vice-prefeito Marcelo Detoni (PSB), a Deputada Federal Ana Pimentel (PT) e a Secretária de Desenvolvimento Urbano com Participação Popular, Cidinha Louzada (PT).

Durante coletiva de imprensa, Góes afirmou que a situação requer planejamento e empatia. “O município mostrou sua capacidade de resposta, mas é uma situação desafiadora.” Ao chegar, a equipe realizou o reconhecimento sumário da situação, na qual os órgãos estão atuando no monitoramento. Também reconheceu situação de calamidade nos municípios de Ubá e Matias Barbosa.

Ele relembrou a situação dolorosa de ver pessoas desaparecidas ainda sendo procuradas e de vidas sendo ceifadas, ressaltando a importância da integração das equipes de várias frentes. Também assegurou que o Governo Federal irá garantir os recursos necessários à PJF e à população para a recuperação e a reconstrução do município. “Amanhã chegarão mais profissionais, especialistas em planos de restabelecimento,  de reconstrução e ajuda humanitária.”

Em seguida, Massuda prestou solidariedade à população afetada e enfatizou a importância que Padilha deu à situação do município, o procurando para acionar, de imediato, o envio da Força Nacional do SUS a Juiz de Fora. “Um evento como esse sobrecarrega o atendimento assistencial. O Ministério da Saúde também irá disponibilizar recursos financeiros e se coloca à disposição para a fase de recuperação e reconstrução.” disse.

“A população que mais sofre é a população mais pobre”, ressaltou Barreiros. Reafirmando seu papel de apoio diante da tragédia, o secretário assegurou que, nesta quarta-feira (25), chegará ao município uma equipe de engenheiros e geólogos para mapeamento e planejamento das operações para que recursos sejam alocados com agilidade.

Na sequência,  Góes destacou que, diante de uma situação de calamidade, cidadãos dos municípios afetados têm direito ao adiantamento de pagamento de FGTS e benefícios sociais para ajudar com as dificuldades impostas.

Já Detoni garantiu que todos os envolvidos nos trabalhos de recuperação e de resgate do município estão fazendo o seu melhor e que todos os esforços estão sendo empregados na tarefa. Também presente, Pimentel agradeceu o trabalho e os esforços das equipes municipais e federais, e Louzada afirmou que a secretária de Desenvolvimento Urbano está coordenando os abrigos, os trabalhos da Defesa Civil, a limpeza das vias, o cemitério e o Hospital de Pronto Socorro (HPS). Também relembrou a atuação dos empresários e das equipes do Demlurb frente aos esforços de limpeza e remoção de terra. “Isso nos fortalece para cuidar da nossa cidade”, declarou.

O governador Romeu Zema (Novo) também esteve presente. Ele chegou com sua equipe na parte da tarde, quando concedeu entrevista coletiva à imprensa e informou a liberação de R$ 38, 8 milhões para Juiz de Fora.

 

Os comentários nas postagens e os conteúdos dos colunistas não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é exclusiva dos autores das mensagens. A Tribuna reserva-se o direito de excluir comentários que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros. Mensagens de conteúdo homofóbico, racista, xenofóbico e que propaguem discursos de ódio e/ou informações falsas também não serão toleradas. A infração reiterada da política de comunicação da Tribuna levará à exclusão permanente do responsável pelos comentários.