Treinamento contra a febre chikungunya
Diante de uma possível epidemia da febre chikungunya, o Ministério da Saúde, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas, está oferecendo treinamento para enfrentamento da doença a médicos e enfermeiros. Conforme o infectologista de Juiz de Fora, Ronald Roland, que fez a capacitação, em Belo Horizonte, a doença se espalha em um curto período de tempo. “A presença do mosquito no estado mostra que estamos vulneráveis. É importante que o município se organize para dar diagnósticos rápidos e tratar os casos.”
Ronald informou que o treinamento será repassado, nas próximas semanas, para os profissionais de saúde do município. “O objetivo é disseminar o conhecimento para que postos de saúde e hospitais consigam identificar a doença e oferecer atendimento seguro.” Os sintomas são febre alta, dor nas articulações e, às vezes, vermelhidão. “Não há grandes riscos de óbito, mas a febre pode ocasionar doenças crônicas e até incapacitantes.”
Devido à não disponibilidade no mercado da substância necessária para exame em larga escala, o diagnóstico laboratorial é realizado apenas nos primeiros pacientes com suspeita da doença. Após confirmação de casos na cidade, o diagnóstico passa a ser feito a partir dos sintomas. O infectologista alerta a população para elimine os possíveis focos dos mosquitos Aedes albopictus e Aedes aegypti, este último também transmissor da dengue.
Em Minas, já foram confirmados dois casos da doença. O primeiro, de uma mulher de 38 anos, em Matozinhos (Região Metropolitana). A segunda vítima também é uma mulher, 34, de Coronel Fabriciano, no Vale do Aço. Em todo o Brasil, foram confirmados 337 diagnósticos de febre chikungunya. São 38 casos importados, ou seja, a infecção em países com epidemia da doença. Os outros 299 foram diagnosticados em pessoas sem registro de viagem internacional. O maior foco da doença está em Feira de Santana (BA), onde 274 pessoas foram contaminadas. Oiapoque (AP) teve 17 vítimas, e Riachão do Jacuípe (BA), sete.









