Materiais de adulteração de bebidas são encontrados em depósito de Juiz de Fora
Suspeito foi preso em flagrante e cerca de 8 mil litros de produtos irregulares foram apreendidos
Na última terça-feira (22), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu um homem de 50 anos e apreendeu cerca de 8 mil litros de cachaça irregular em Juiz de Fora. Segundo a corporação, o material estava armazenado em um depósito clandestino localizado no Bairro São Sebastião, região Sudeste. A ação fez parte da Operação Dose Clandestina, que investiga atividades ilegais relacionadas à produção e comercialização de bebidas sem registro e fora dos padrões sanitários exigidos.
A operação partiu de denúncias de que havia um depósito irregular de bebidas alcoólicas. No local do armazenamento, os agentes encontraram 8 mil litros de cachaça em recipientes plásticos comuns, sem vedação ou certificação para uso alimentício, muitos em galões para transporte de combustível. Também foram encontrados materiais utilizados para alterar as bebidas, como frutas e pedaços de madeira, onde eram realizados processos para mudanças de coloração e de sabores. “A fiscalização alertou que esse método pode liberar compostos tóxicos, como metanol e taninos não controlados, tornando o consumo extremamente perigoso à saúde”, afirma a Polícia Civil.
De acordo com um inspetor da Polícia Civil, as primeiras apurações indicam que o homem armazenava as garrafas neste depósito e, conforme recebia as encomendas, vendia as bebidas. A corporação vai investigar de onde vinham os produtos e para quais locais eles eram destinados.
“Inicialmente, era como se fosse uma marca dele. Aguardamos o resultado da perícia, porque visivelmente foi constatado adulteração na fermentação biológica”, declarou a delegada Bianca Mondaini. Também não há indícios de falsificação de marcas de bebidas. Ainda não há previsão para entrega do resultado da perícia.
O suspeito não tinha outras ocorrências anteriores em seu nome. Ele foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia Regional de Polícia Civil, onde prestará depoimento. Como afirma a delegada, inicialmente, seria julgado por crimes contra as relações de consumo por depósito de mercadorias em condições impróprias, que infringem o Código de Defesa do Consumidor. Além disso, crimes contra a economia popular e contra a saúde pública também poderiam ser apontados a depender da análise pericial do material apreendido.
A Polícia Civil afirma seguir investigando produtores, outros possíveis depósitos e destinatários da bebida.


















