Movimentos fazem manifestações contra o passaporte vacinal em JF
Atos reúnem grupos na região central do município, culminando em manifestação no domingo
Dez entidades realizam, ao longo do final de semana, o manifesto “não ao passaporte vacinal” em Juiz de Fora. Na manhã desta sexta-feira (22), o grupo fez ato simbólico em frente à Câmara Municipal e, no sábado (23), manifestantes fazem exibição de faixas contra a exigência do passaporte da vacina contra a Covid-19 no município. No domingo (24) pela manhã, a expectativa é que o grupo se reúna no Parque Halfeld para uma manifestação, às 10h.
O evento tem o apoio de movimentos católicos e evangélicos, além de dez entidades: Associação Conservadora Direita Unida JF, Confraria São Miguel, Direita JF, Direita Minas, Direita Vive, Grupo Direita Brasil, Grupo Juiz de Fora sem Vacina Obrigatória, Grupo MBR, Grupo Nosso Brasil, Meninas à Direita e Se Liga JF.
Segundo o presidente do Movimento Direita JF, Deuzimar de Souza, a manifestação não é contra a vacinação. A ideia geral dos atos, conforme o presidente, é contra a obrigatoriedade. “Ninguém duvida que o vírus mata e ninguém duvida da vacina. A gente não é negacionista, a gente reconhece a potencialidade negativa (da Covid-19) e os prejuízos econômicos que podem advir. As medidas sanitárias são essenciais, as informações de higiene e até o uso de EPI (Equipamento de Proteção Individual), mas o que a gente sempre prevalece é a questão da liberdade”, afirma.
O posicionamento de Deuzimar de Souza é ratificado pela participante da Associação Conservadora Direita Unida JF, Maria Helena Mendes Monteiro. De acordo com ela, o grupo não é contrário à vacinação. “Nós somos contra a imposição de você ter a sua liberdade tolhida em locais, em ambientes públicos ou privados, perante essa exigência”, pondera a manifestante, lembrando também que as ações deste final de semana são apartidárias. “Nós queremos sempre deixar claro que, nessa nossa manifestação, não existe partido. Existe país e existe a necessidade da nossa liberdade”, destaca.

O passaporte vacinal
A crítica dos manifestantes incidem sobre o Decreto 14.775/2021, texto que define a regulamentação do programa “Juiz de Fora Viva”, que substituiu o “Juiz de Fora pela Vida” na definição de regras para o enfrentamento à pandemia no município. Pelo novo programa, a entrada em determinados espaços e estabelecimentos fica condicionada à apresentação do comprovante de vacinação, seja pelo cartão da vacina ou pelo aplicativo ConectSUS.
Em locais como museus, cinemas, parques de diversão, pontos turísticos que possuam controle de entrada e projetos sociais é exigida a vacinação em dia, seja com a primeira ou com a segunda dose. Já em estádios, ginásios e eventos coletivos, é exigido o esquema vacinal completo.
Na última segunda-feira (18), a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) divulgou alterações no protocolo do “Juiz de Fora Viva” com aumento de 60% da ocupação máxima permitida de eventos. As modificações foram anunciadas pela PJF após o município alcançar a taxa de 60% da população completamente imunizada, o que tem reflexo na situação sanitária do município.
Levantamento do JF em dados publicado pela Tribuna no último domingo (17) apontou queda no número de óbitos por Covid-19 na em Juiz de Fora com o avanço da vacinação.








