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Mudança na forma de estudar


Por Tribuna

22/10/2015 às 14h00

ENEM1

 

“O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) promove uma interdisciplinaridade que é interessante, porque faz mudar a forma de estudar. Para se sair bem, o candidato não pode ficar só no mundo do livro didático. Ele precisa se conectar com o mundo atual e saber como as disciplinas conversam entre si.” É assim que o ex-aluno do Colégio Equipe, Tomas Freitas, 20 anos, vê o exame. Para auxiliar os estudantes a se prepararem para a prova de Ciências da natureza e suas tecnologias, que será aplicada no primeiro dia do exame, juntamente com a prova de Ciências humanas e suas tecnologias, o professor de biologia do Colégio Equipe Anderson Marques orienta os alunos a fazerem relações entre o que é notícia e os temas relacionados àquela informação. “As notícias são novas, mas os temas são frequentes e parecidos. Para este ano, não pode deixar de ver a questão da falta de água, os temas de ecologia e sustentabilidade, como reaproveitar, reciclar e reduzir.” Outras apostas do professor são as relações ecológicas entre os seres vivos, as queimadas, o desmatamento e a emissão de gases poluentes.

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O também professor de biologia Luiz Francisco Fazza, que leciona no Colégio dos Jesuítas, além dos temas citados, chama atenção para o funcionamento do corpo humano e as doenças. Na questão ambiental, ele explica que o Enem tem feito uma interface entre biologia, química e física nas perguntas sobre alternativas energéticas, como o bicombustível e a energia eólica. Já o professor de física do Jesuítas Márcio Oliveira reforça que, apesar de o Enem ser mais teórico, saber usar as fórmulas pode ajudar na hora das respostas. Sobre os conteúdos de física, ele explica que, na última prova, não houve uma área mais recorrente, caindo conteúdos importantes de todos os anos. A professora de química do Granbery Sônia Marta Ribeiro aconselha os alunos a focarem os estudos nos gases que causam o efeito estufa, nos problemas da camada de ozônio, no equilíbrio químico e nas reações de neutralização ácido-base.

Se na hora da prova bater aquela dúvida, a dica do professor Luiz Fazza é “evitar marcar as alternativas que contenham palavras restritivas, como nunca, sempre e somente”. Já o ex-aluno do Colégio Equipe, que atualmente estuda história na UFJF e dá aulas no Curso Preparatório para Concursos (CPC) da Prefeitura, recomenda que os candidatos leiam primeiro a pergunta e depois o texto base. “Assim, o estudante já estará focado em encontrar a resposta da pergunta e irá economizar tempo com releitura.” A professora de química enfatiza a importância de o aluno ler todas as alternativas antes de responder.