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Denúncia de criadouros da dengue


Por TRIBUNA

20/03/2015 às 06h00

Piscina abandonada acumula água no Cruzeiro do Sul

Piscina abandonada acumula água no Cruzeiro do Sul

Flagrantes e denúncias de possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti têm sido enviados constantemente para a Tribuna. O índice de 6,8% de infestação, apontado pelo Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (Liraa), alarmou a população, que está receosa que um surto de dengue atinja a cidade. Em Minas, foram registrados cinco óbitos pela doença só este ano.

No Cruzeiro do Sul, Zona Sul, foram encontrados nove focos do Aedes aegypti, deixando o bairro entre os mais infestados. Um morador da região, que preferiu ter o nome preservado, contou que em um imóvel na Estrada Joaquim Vicente Guedes, abandonado há sete anos, a piscina e a caixa d’água estão destampadas e retendo água, aumentando o risco de proliferação do mosquito. Ainda conforme o morador, a proprietária teria sido contatada diversas vezes, sem tomar providências. A Subsecretaria de Vigilância em Saúde também estaria ciente da situação.

A Secretaria de Saúde informou que visitas a propriedades privadas dependem de autorização do dono ou de intervenção da Secretaria de Atividades Urbanas (SAU), que, neste caso do Cruzeiro Sul, já intimou o responsável pelo imóvel. Os agentes de endemia irão à residência hoje pela manhã para vistoriar o local e eliminar os possíveis focos.

Moradores da Avenida Brasil, no Centro, contam que na altura do número 3.003 há uma obra da Cesama que está parada há dois meses. No local, um buraco aberto vem acumulando água e lixo. “Está cheio de mosquito lá. O nosso receio é que o local tenha virado criadouro do mosquito da dengue”, afirma um comerciante da região. A assessoria da Cesama informou que a empreiteira terceirizada responsável pelo serviço foi contatada e irá ao local hoje realizar uma vistoria.

No Centro, comerciantes denunciam algumas marquises que estão acumulando água. Eles também temem focos do mosquito Aedes aegypti.