Comparecimentos caem 15% no Hemominas

Entra ano, sai ano e janeiro continua a ser o mês mais complicado quando se trata de captação de doadores de sangue na unidade juiz-forana da Fundação Hemominas. Mesmo com a cidade imersa em um janeiro atípico, com as escolas municipais e a UFJF em aula, que geram um movimento maior do que o tradicional, a queda no número de comparecimentos durante a primeira quinzena do ano chegou a 15%, uma das maiores registradas pelo hemocentro nos últimos anos. No estoque, os tipos sanguíneos com mais déficit são os negativos, com baixa de 46%, sendo que os tipos B negativo e O negativo estão em estado crítico.
Mas conforme alerta Rosani Martins, membro da equipe de captação do Hemominas, o problema também atinge os tipos positivos. “Por eles serem os de maior incidência na população brasileira, consequentemente, são os que mais têm saída. Para se ter uma ideia, cerca de 42% da população é O positivo, outros 36% é A positivo. Quando trabalhamos em uma rede com 23 unidades, o compartilhamento de bolsas de sangue se faz necessário, por isso, precisamos manter o estoque de todos os tipos e fatores.”
Rosani acredita que a queda no número de comparecimentos tenha relação com dois fatores: as férias letivas, já que muitos pais, que podem ser doadores, aproveitam a época para viajar com seus filhos, e as mudanças climáticas. “Chuva e queda na temperatura estão entre os principais. Para manter nosso estoque, precisamos ter, pelo menos, 160 comparecimentos por dia. Neste mês, se chegamos a ter cem em um dia, foi muito.”
Validade
Poucas pessoas sabem, mas o sangue é perecível. Ao ser doado, ele passa por um processo de fracionamento, no qual são extraídos os quatro hemocomponentes: plaquetas, hemácias, plasma e crioprecipitado (fator). Segundo Rosani, cada componente é destinado a um tipo de procedimento, como por exemplo, uma pessoa que está com a imunidade baixa e precisa de transfusão de sangue, ela recebe mais plaquetas. “Por isso, é importante mantermos um bom estoque. Cada bolsa pode salvar até quatro vidas”. (ver arte).
O Hemominas fica na Rua Barão de Cataguases, s/n, Centro, e funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, e no sábado, das 7h às 11h. Podem doar sangue pessoas que pesem mais de 50 quilos, que não tenham contraído hepatite após os 11 anos e com idade entre 16 e 69 anos. Os menores de idade precisam apresentar uma autorização assinada pelos pais ou responsáveis, que pode ser retirada do site www.hemominas.mg.gov.br. Já pessoas acima de 60 anos precisam ter doado sangue pelo menos uma vez na vida.
A pessoa ainda precisa participar de uma entrevista com um médico, para avaliar outros critérios de doação. As mulheres podem doar sangue em um intervalo a cada três meses, já os homens, a cada dois. Ao chegar ao hemocentro, por exigência do Ministério da Saúde, o candidato deve apresentar um documento com expedição federal (CNH, registro militar e documento de identidade) original com foto.








