Ladrões invadem escola e roubam carteiras e materiais didáticos
Alarme teria tocado 4 vezes, mas nenhum representante do colégio teria acompanhado empresa de segurança ao local

Cerca de cem mesas e cadeiras, data show e diversos outros materiais escolares foram furtados da Escola Estadual Batista de Oliveira, localizada na Avenida Sete de Setembro, no Bairro Costa Carvalho, Zona Sudeste de Juiz de Fora. Apesar do crime, a escola funciona nesta segunda-feira (19). De acordo com informações da Polícia Militar, o alarme da instituição de ensino foi acionado quatro vezes entre a última sexta (16) e sábado (17), o que aponta que os criminosos possivelmente estiveram no local, pelo menos, em quatro oportunidades. Conforme o documento policial, apesar dos contatos da empresa que faz monitoramento da instituição de ensino, nenhum representante da escola se disponibilizou a ir ao local checar o que ocorria.
O crime foi percebido no domingo (18), quando a vice-diretora foi à escola, que seria usada para aplicação de provas de um concurso público. De acordo com a PM, a funcionária, 40 anos, disse aos militares que chegou ao local às 6h para preparar o espaço para receber os candidatos do concurso de agente penitenciário do Estado. Por volta de 9h, quando entrou em uma das salas, a educadora percebeu que as cadeiras e mesas não estavam lá.
Ao dar falta dos objetos, a vice-diretora decidiu fazer uma varredura na escola, verificando que as salas da diretoria, vice-diretoria e depósito haviam sido invadidas. Os vidros das janelas destes cômodos estavam danificados. Foram levados aproximadamente cem mesas e cadeiras, um data show, um telefone sem fio, uma rede de vôlei, diversas lâmpadas fluorescentes, blocos de papel ofício e grampeador, canetas, corretivos, pincéis, lápis, copos de vidro e canecas de plástico.
De acordo com informações do documento policial, a educadora disse aos policiais que às 15h29 de sexta-feira recebeu uma ligação da central de plantão da empresa que faz monitoramento do local. O funcionário teria dito a ela que o sensor de alarme instalado no depósito havia sido acionado, e que um funcionário da firma estava no portão do colégio aguardando o comparecimento de algum representante da escola. A vice-diretora disse que não poderia ir por estar distante da escola, e orientou que o diretor fosse comunicado. Ela disse que logo depois a empresa fez um novo contato com ela, informando que o diretor também não poderia ir, e que ele havia autorizado que o trabalhador fosse dispensado.
Alarme foi disparado quatro vezes em cerca de 24 horas
Depois do relato feito pela mulher, os policiais entraram em contato com a empresa de alarmes. O plantonista que trabalhou nos dois dias, conforme a PM, disse que às 15h21 do dia 16 o sistema da empresa acusou que o sensor de alarme fora disparado. Ele confirmou as tentativas de contato com os representantes do colégio. No mesmo dia, às 16h41, o funcionário da central disse que o sistema foi novamente acionado. Foi enviado, mais uma vez, o trabalhador da firma à escola e feito contato telefônico com o diretor, que teria dispensado o serviço novamente.
Já no dia 17, às 4h42, o sistema de alarme foi mais uma vez disparado, sendo enviado para a porta do colégio um outro trabalhador. Às 4h57, segundo a ocorrência, o diretor foi informado e teria dito que não iria até a escola, liberando a pessoa que aguardava algum responsável no colégio. Nesta ligação, o diretor teria passado à empresa o telefone de outro funcionário, dizendo que este deveria ser procurado em caso de novo acionamento do sistema de segurança.
No mesmo dia, às 16h32, mais uma vez o sistema de alarme foi acionado. O funcionário indicado foi procurado e teria dito que estava no Bairro Grama, Zona Nordeste da cidade, e que precisaria de muito tempo para chegar ao colégio. Ele teria liberado o trabalhador da firma de monitoramento que foi para a porta da escola.
Carro suspeito
A vice-diretora disse também que no feriado do dia 2 de novembro uma pessoa que mora nas imediações da escola viu um veículo entrar no pátio do colégio, e que um homem e uma mulher desceram e ficaram observando os corredores, muros e demais estruturas físicas durante algum tempo. A testemunha foi procurada pelos militares e, segundo a ocorrência, afirmou ter escutado barulhos vindos de dentro da escola, já no dia 15 de novembro, mas imaginou que fossem funcionários preparando o local para receber os candidatos do concurso.
No pátio do colégio, os policiais encontraram nove cadeiras depositadas próximo ao portão de saída. Durante rastreamento pelo bairro, moradores informaram aos militares que um homem estariam oferecendo para venda cadeiras de cor azul, semelhantes às furtadas. O suspeito não foi encontrado. A perícia foi acionada e fez os trabalhos de praxe.
Secretaria de Estado divulga nota
A Secretaria de Estado de Educação informou que a Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Juiz de Fora já foi comunicada sobre o arrombamento seguido de furto, e que “solicitou à direção da unidade escolar um relatório com a listagem dos itens furtados, para que seja providenciada, o mais breve possível, a reposição desses materiais”. A nota informa ainda que a “SRE Juiz de Fora vai solicitar um apoio à Polícia Militar para reforçar as rondas preventivas nas proximidades da escola e também vai analisar, juntamente com a direção da escola, quais as providências podem ser tomadas para tentar evitar mais arrombamentos no local”.









