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Perda pode chegar a uma tonelada/semana


Por Tribuna

19/07/2016 às 07h00- Atualizada 19/07/2016 às 08h59

Ação busca levar à reflexão sobre o desperdício de comida nos RUs do centro e campus (Olavo Prazeres/18-07-16)

Ação busca levar à reflexão sobre o desperdício de comida nos RUs do centro e campus (Olavo Prazeres/18-07-16)

“Qual o tamanho da sua fome hoje?”. A pergunta feita aos usuários do Restaurante Universitário (RU) da UFJF em uma ação realizada ontem instiga à reflexão sobre o desperdício de alimentos. Projeto desenvolvido por alunos de Ciências Biológicas da instituição busca entender as razões pelas quais alunos, professores e técnicos administrativos que se alimentam no RU deixam a comida no prato. Por meio de questionários e sensibilização destes públicos, a intenção é minimizar o impacto do desperdício de alimentos. De acordo com dados preliminares fornecidos pela UFJF, com base no levantamento da empresa responsável pelo RU, a perda pode chegar até uma tonelada por semana, considerando a quantidade média de 30g deixada no prato por pessoa e as sete mil refeições oferecidas diariamente nas duas unidades, no centro e no campus. A ação dos alunos nasceu como uma atividade da disciplina “Instrumentação em educação ambiental”, ministrada pela professora Rose Marie Hoffmann de Carvalho. Segundo ela, a proposta é conscientizar aos usuários do RU sobre a diminuição ou aproveitamento dos resíduos orgânicos, tornando os usuários multiplicadores destes ideais. “A educação ambiental está relacionada a pequenas coisas do nosso dia a dia. O mais importante é despertar no nosso usuário uma reflexão maior, refletindo sobre os nossos comportamentos”, afirma. Outro ponto levado em conta na avaliação dos alunos foi a subutilização das canecas de plástico oferecidas pela UFJF, tendo em vista que cerca de 70% dos usuários ainda opta pelos copos descartáveis. Aluno do 5º período, Thiago da Silva Novato explica que, a partir dos questionamentos realizados, a proposta agora é criar uma análise estatística dos resultados e propor novos projetos de educação ambiental, “pensando sobre o meio ambiente, o desperdício e a decomposição de matéria orgânica”, afirma.