Alto índice do Liraa preocupa

Água empoçada por causa de boca de lobo entupida na esquina da Olegário com Benjamin pode se transformar em foco para o mosquito
O último Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (Liraa) de Juiz de Fora, que apontou infestação em 6,8% dos imóveis vistoriados, deixou os juiz-foranos preocupados com o risco iminente de surto da dengue. Moradora do Borboleta, bairro com maior número de focos, Marta Lúcia de Castro conta que muitas pessoas ainda têm resistência em receber os agentes de endemias. “Muita gente não os deixa olhar as casas. E, com a falta d’água, as pessoas começaram a colocar tambores para coletar água da calha, mas não estão tampando esses recipientes.”
Para a jornalista Michelle Valle, moradora do Monte Castelo, na Zona Norte, a grande quantidade de lixo jogado em terrenos do bairro é o principal problema. “Por exemplo, há uma estrada sem asfalto que liga o Monte Castelo ao Parque das Águas. Lá há um bota-fora irregular. Provavelmente muitos dos focos se encontram nesse local.” Ela conta que os agentes de endemias têm ido com frequência ao bairro. Sua casa foi vistoriada recentemente.
No Bairro Santa Helena, foram encontrados três focos. O morador Antônio Moacir reclama que a Prefeitura não tem atuado na área. “Faz nove meses que eu estou pelejando para que eles venham desentupir uma boca de lobo na esquina da Avenida Olegário Maciel com a Rua Benjamin Constant, que vive empoçada.”
Segundo o coordenador da equipe de Vigilância em Saúde de Juiz de Fora, Juvenal Franco, os agentes estão realizando trabalho focal nos bairros onde foram encontrados mais focos do mosquito. “Estamos visitando casa a casa, eliminando os focos e tratando com larvicida.” Além disso, a Secretaria de Saúde realiza o bloqueio de transmissão nos casos de notificação da doença. Sobre as denúncias, Juvenal ressalta que as equipes recebem as reclamações e vão aos locais.
Nomeação
Foi publicada, no Atos do Governo de ontem, a nomeação de outros 25 agentes de combate a endemias aprovados em concurso. O processo de substituição dos contratados pelos aprovados começou no início deste mês e tem sido alvo de questionamentos. Por meio de nota, a Secretaria de Saúde informou que “o número total de agentes atualmente é de 162. E não haverá redução do número de profissionais, garantindo assim que a cidade não seja desassistida”.








