Tópicos em alta: delivery jf / coronavírus / vacina / chuva / polícia / obituário

Após ser resgatada, filhote de onça-parda recebe cuidados e aguarda transferência

Animal foi encontrado por um casal na Zona Rural de Santa Bárbara do Monte Verde

Por Iuri Fontana, estagiário sob supervisão da editora Juliana Netto

17/12/2020 às 22h09

Felino passa por processo de fortalecimento com alimentação balanceada e bastante cálcio (Foto: Luiz Benatti)

Uma filhote de onça-parda está sendo cuidada no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Juiz de Fora, após ser resgatada no início desta semana no município de Santa Bárbara de Monte Verde (MG). Um casal que dirigia pela Zona Rural da localidade se deparou com o animal debilitado e o recolheu. Eles acomodaram o felino em casa, de maneira improvisada dentro de uma churrasqueira, e acionaram o Ibama. Funcionários do Instituto recolheram o animal no dia seguinte, encaminhando-o para os cuidados especializados do Cetas.

“Alguma coisa aconteceu com a mãe, porque ela abandonou a filhote. A gente pensa em três possibilidades: pode ser um ataque de cachorro, atropelamento ou foi alvo de caçadores. A filhote estava debilitada porque possivelmente não sabe caçar e ficou perdida”, explica o chefe da unidade do Ibama em Juiz de Fora, Luiz Benatti.

O conteúdo continua após o anúncio

O animal encontra-se sob a atenção de cuidadores, que seguem preparando-a para transferência a um local especializado, visando a sua reinserção na natureza. “Agora estamos realizando um trabalho de fortalecimento dela com uma alimentação balanceada e com bastante cálcio. A previsão é de encaminhá-la em breve para algum mantenedouro, alguém que já trabalha especificamente com onças que possa prepará-la para uma possível reintrodução na natureza. O tempo de residência dela conosco vai ser pequeno, porque a gente não tem recinto isolado do convívio humano. Esse contato deve ser evitado, pois pode inviabilizar a soltura dela depois. Tem que deixar ela crescer em uma condição especial”, pontua Benatti.

Segundo o especialista, ocorrências do tipo têm aumentado por conta da pandemia, mas principalmente pela degradação do meio onde esses animais vivem originalmente. “Esse recolhimento dos humanos pode causar a aproximação delas das aglomerações urbanas. Mas o fator definitivo desse aumento, com certeza, é a perda do habitat, que faz com que elas se aproximem mais das cidades.”



Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é dos autores das mensagens.
A Tribuna reserva-se o direito de excluir postagens que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros.



Desenvolvido por Grupo Emedia