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História contra o preconceito


Por Tribuna

17/12/2015 às 07h00- Atualizada 17/12/2015 às 08h22

Crianças se encantam com história do Sapo Azul (ao fundo) (Divulgação)

Crianças se encantam com história do Sapo Azul (ao fundo) (Divulgação)

Uma iniciativa criativa para difundir a tolerância e o respeito às diferenças por meio de um personagem encantou ontem as 145 crianças da Creche Municipal do Linhares, localizada na Zona Leste. Uma equipe formada por cinco auxiliares de serviços gerais e cozinheiros da instituição criou uma história diferente: de um sapo, de cor azul, exatamente para mostrar aos pequenos que ninguém precisa ser igual a ninguém.

O projeto começou há cerca de três meses a partir de uma história em que uma criança de creche, ao fazer uma atividade de massinha, constrói um sapo azul e é questionada pelas demais. “A história começa justamente com uma provocação: era uma vez um sapo azul. Mas sapo azul? Sapo é verde! O sapo é meu, eu o coloco da cor que eu quiser. Nossa ideia é esta, mostrar para as crianças, que cada um tem a liberdade de ser o que quiser. Somo únicos, ímpares, não precisamos concordar com as diferenças, apenas compreende-las”, disse umas das criadoras do Sapo Azul, Clediane Rofino. Antes da atividade de ontem, o “Sapo Azul” já era trabalhado com os alunos, e hoje está inserido nos espaços da creche em banners, desenhos, música e outras atividades desenvolvidas em conjunto.

Por meio da assessoria de comunicação da Amac, a coordenadora da unidade, Luciana Helena de Oliveira, avaliou que o maior ganho do projeto foi a efetivação das regras de convivência na creche. “Linhares tem uma extensão territorial grande, o que proporciona a coexistência de realidades muito distintas em um mesmo bairro, e todas elas têm que conviver aqui dentro da creche. A partir da reflexão do respeito às diferenças, todos nós passamos a exercer uma atitude de mais tolerância com o outro.” Além da apresentação da história, ontem as crianças e seus pais foram recepcionados por um trio de cordas e tiveram a oportunidade de conhecer instrumentos musicais que não fazem parte de sua rotina. “O resultado foi muito positivo. Por enquanto, só fizemos a apresentação aqui na creche, quem sabe não teremos oportunidade de difundir o projeto”, comemora Clediane.