Áreas onde profissionais de saúde sofrem violência devem ser mapeadas


Por Rafaela Carvalho

17/02/2017 às 17h13- Atualizada 17/02/2017 às 18h16

Atualizada às 18h16

Representantes do Sindicato dos Médicos e da Secretaria de Segurança e Cidadania (Sesuc) devem se reunir em março para mapear as regiões de Juiz de Fora onde há mais casos de violências contra profissionais da saúde. A decisão foi resultado de uma reunião ocorrida na quinta-feira (16), entre o presidente do sindicato, Gilson Salomão, e o secretário de Segurança do município, José Armando Pinheiro da Silveira. Na ocasião foi elaborado um ofício, que será encaminhado para os órgãos de segurança e para a Secretaria de Saúde com o objetivo de convocar a reunião com representantes de todos os órgãos.

“O assunto já tinha sido discutido em audiência pública, mas voltamos a procurar o secretário devido ao fato de a segurança dos profissionais se encontrar bastante comprometida, principalmente daqueles que atuam nas Uaps (Unidades de Atendimento Primário à Saúde)”, explicou Salomão. O número de relatos de violência teria crescido nos últimos três meses do ano passado, alertando o sindicato novamente para o problema. “Os principais problemas são as ameaças, que são orais e podem chegar até tentativas de agressão física. As reclamações estão aumentando e têm chegado ao sindicato com maior frequência.”

A expectativa é que o encontro aconteça em março, reunindo os órgãos convocados pela Sesuc. Para Salomão, uma ação conjunta se faz necessária para prevenir que os casos continuem acontecendo. “Essa reunião vai envolver a Polícia Civil, a Polícia Militar, a Guarda Municipal e a Secretaria de Saúde para, além de mapear as áreas críticas, discutirmos quais seriam as melhores formas de oferecer mais segurança a esses profissionais.”

Os problemas de segurança vivenciados pelos profissionais já foram tema de audiência pública na Câmara Municipal no dia 22 de agosto do ano passado. Na ocasião, o sindicato apontou que 22 ocorrências relacionadas à falta de segurança tinham sido registradas de julho de 2015 a julho de 2016. Foi denunciada a subnotificação dos casos devido à falta de conhecimento da categoria de que os problemas devem ser registrados. Para o sindicato, a maioria das agressões é cometida por usuários de drogas que frequentam as Uaps do município.

Questionada sobre a questão, a Secretaria de Saúde (SS) informou que tem conhecimento do fato, “já que segurança pública é um problema de toda a sociedade, não só da saúde, e que envolve várias instâncias do poder público . A SS está se empenhando, em parceria com a Secretaria de Segurança Urbana e Cidadania (Sesuc), para trabalhar uma solução que proporcione mais segurança aos colaboradores das Unidades de Atenção Primária a Saúde e avalia ainda a possibilidade da instalação de câmeras de vigilância.”