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Funcionários terceirizados fazem paralisação no restaurante universitário

Empresa teria prometido novo contrato aos trabalhadores terceirizados sem as cláusulas que causaram descontentamento; atendimento normal retoma nesta quarta-feira


Por Elisabetta Mazocoli e Mariana Floriano, sob supervisão da editora Rafaela Carvalho

17/01/2023 às 15h38- Atualizada 17/01/2023 às 18h35

Na manhã desta terça-feira (17), o restaurante universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) não serviu o habitual café da manhã para os estudantes. Os funcionários terceirizados, que desde o dia 5 de janeiro foram incorporados pela nova empresa que venceu a licitação, entraram em paralisação devido às condições de trabalho colocadas no novo contrato. A universidade organizou uma reunião entre a empresa, a coordenação do restaurante e um representante dos funcionários para entender a questão. Após a conversa, os funcionários concordaram em preparar o almoço, que foi servido com uma hora de atraso, ao 12h, e apenas na unidade Campus e não no Restaurante Universitário (RU) do Centro.

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No horário do almoço, RU funcionou normalmente (Foto: Mariana Floriano)

Após a paralisação no café da manhã, a Universidade organizou uma reunião entre a empresa, a coordenação do restaurante e um representante dos funcionários. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação (Sintufejuf), os trabalhadores que atuavam na gestão anterior do RU foram absorvidos pela BG. No entanto, no momento da contratação, eles entraram em desacordo com novas cláusulas estabelecidas e apresentaram queixas.

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) acompanhou a reunião e afirmou que a discordância se deu principalmente por conta da alta demanda de trabalho dos funcionários, além de imposições que consideravam injustas no contrato. Uma das cláusulas dizia que, caso os trabalhadores quebrassem qualquer utensílio, isso geraria descontos no próprio salário.

Por fim, após a reunião na parte da manhã, os funcionários concordaram em servir o almoço com uma hora de atraso, começando ao meio-dia, quando geralmente é ofertado às 11h. O atraso gerou filas. Conforme os alunos, o ônibus circular da Universidade, que geralmente começa a rodar às 11h, só passou ao meio-dia. O estudante de biologia Walef Duarte afirma que, apesar de grande, a fila andou rápido. Ele demorou cerca de dez minutos para entrar no restaurante. “Tem muita gente que vem almoçar mais cedo, sai da aula às 11h e já vem almoçar. Por conta do atraso, acumulou muita gente em um mesmo horário.” Fora isso, os alunos tiveram acesso normal ao almoço sem nenhuma intercorrência.

Ao longo da tarde ainda havia incerteza quanto ao funcionamento do RU para o jantar. Às 16h, os funcionários da terceirizada se reuniram apenas com a BG Alimentação para discutir as insatisfações acerca do contrato. Conforme informação do DCE, que acompanha de perto o caso, os trabalhadores afirmaram que, durante a reunião, foram apresentadas diversas pautas, entre elas a ausência de Equipamento de Proteção Individual (EPI) e a sobrecarga no serviço.

O diretório afirmou que, segundo os trabalhadores, a BG Alimentação prometeu que um novo contrato seria feito com novas cláusulas que atendessem a demanda dos funcionários. Com base nessa promessa, os terceirizados concordaram em retomar o funcionamento normal do RU, já com a oferta do jantar nesta terça-feira e café da manhã e almoço a partir de quarta.

A Tribuna tentou contato com a BG Alimentação, mas até o fechamento desta edição não obteve retorno.