Juiz de Fora se adapta às mudanças nas vacinas
Já está valendo, em todo o país, o novo calendário de vacinação para este ano. As mudanças, realizadas pelo Ministério da Saúde, alteram doses de reforço para vacinas infantis contra meningite e pneumonia, além do esquema vacinal da poliomielite. Também foi modificado o número de doses da vacina de HPV, que não terá mais a terceira dose. “Os profissionais da saúde em Juiz de Fora já estão se adequando às mudanças e sendo capacitados”, afirmou a enfermeira do setor de imunização do Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Saúde, Simone de Oliveira. Outra novidade é que a oferta da vacina de hepatite B, antes restrita apenas a alguns profissionais, será ampliada para toda a população. Permanece a dose do bebê ao nascer e o esquema com a vacina Pentavalente aos dois, quatro e seis meses. “Quem tomou na infância não precisa tomar na vida adulta.”
Não haverá introdução de vacinas.
Conforme o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Antônio Nardi, essas mudanças são rotineiras. “O Calendário Nacional de Vacinação tem mudanças periódicas em função de diferentes contextos. Sempre que temos alterações na situação epidemiológica, nas indicações das vacinas ou incorporação de novas, fazemos modificações no calendário”, afirmou, via assessoria. Uma das principias modificações é na vacina papiloma vírus humano (HPV). O esquema vacinal passa para duas doses, sendo que a menina deve receber a segunda seis meses após a primeira, deixando de ser necessária a administração da terceira dose. Conforme o Ministério da Saúde, estudos recentes mostram que o esquema com duas doses apresenta uma resposta de anticorpos em meninas saudáveis de 9 a 14 anos, quando comparada com a resposta imune de mulheres de 15 a 25 anos que receberam três doses. As mulheres de 9 a 26 anos com HIV continuam recebendo o esquema de três doses.
Já a terceira dose da vacina contra poliomielite, administrada aos 6 meses, deixa de ser oral e passa a ser injetável. A mudança é uma nova etapa para o uso exclusivo da vacina inativada (injetável) na prevenção contra a paralisia infantil, tendo em vista a proximidade da erradicação mundial da doença. A partir de agora, a criança recebe as três primeiras doses do esquema – aos 2, 4 e 6 meses de vida – com a vacina inativada poliomielite (VIP), de forma injetável. Já a vacina oral poliomielite (VOP) continua sendo administrada como reforço aos 15 meses, 4 anos e anualmente durante a campanha nacional para crianças de 1 a 4 anos. No Brasil, o último caso foi em 1989. “Apesar de não termos mais casos no país, a ONU tem a meta de erradicar a doença no mundo inteiro, e ainda existem dois países onde há registros da doença”, explica Simone. Ainda, segundo ela, a mudança da oral para a injetável é um ganho muito grande, por provocar menos eventos adversos.
Para os bebês, a principal diferença será a redução de uma dose na vacina pneumocócica 10 valente para pneumonia, que a partir de agora será aplicada em duas doses, aos 2 e 4 meses, seguida de reforço preferencialmente aos 12 meses, mas poderá ser tomado até os 4 anos. Essa recomendação também foi tomada em virtude dos estudos mostrarem que o esquema de duas doses mais um reforço tem a mesma efetividade do esquema de três doses mais um reforço. Também haverá mudança da vacina meningocócica C (conjugada), que protege as crianças contra meningite causada pelo meningococo C. O reforço, que anteriormente era aplicado aos 15 meses, passa a ser aplicado aos 12 meses, preferencialmente, podendo ser feito até os 4 anos. As primeiras doses da meningocócica continuam sendo realizadas aos 3 e 5 meses.








