Dificuldade para escolher profissão
“Qual curso você vai fazer?” Essa é a frase mais ouvida pelos candidatos do Programa de Ingresso Seletivo Misto (Pism) da UFJF. Alguns estudantes que irão realizar o módulo III já conseguem responder à pergunta cheios de certeza. Outros, mesmo já tendo selecionado o curso no período de inscrição para o Pism, titubeiam para responder a dura questão, já que não estão certos se fizeram a melhor escolha. Os estudantes que farão os módulos I e II já aguardam ansiosos o resultado das provas para auxiliar nessa escolha.
Nesse momento de decisão, nem os pais sabem como ajudar. A psicóloga, orientadora vocacional e consultora em gestão de pessoas Glaucia Titonelli Rosa orienta os pais a estimularem os filhos a lerem mais sobre as profissões. “Vale até realizar algumas visitas em empresas ou instituições em que haja algum profissional na área de escolha do filho para que esse possa ter acesso a algumas atividades desempenhadas e à realidade do mercado de trabalho.”
Se o aluno sempre sonhou em exercer uma atividade específica, o professor do Colégio Equipe, Wilton de Paiva, aconselha a não desistir da profissão dos sonhos, caso a nota não dê para conquistar uma vaga nessa primeira tentativa. “Por exemplo, o aluno que quer fazer direito, mas a nota não dá e opta por tentar administração, que tem um ponto de corte menor. Além de serem cinco anos fazendo um curso com o qual não se identifica, o estudante, quando se formar, será um mau profissional e irá trabalhar desmotivado.”
Outro ponto levantado pelo professor é a questão financeira. “Muitos escolhem o curso baseado nas profissões que, teoricamente, dão mais dinheiro. Mas se o aluno não tem aptidão para aquilo e não gosta do que faz, vai ser um mau profissional e, consequentemente, irá ganhar mal. Se o curso escolhido for algo que o estudante gosta, mesmo que não seja um curso entre os que dão mais retorno financeiro, ele irá se destacar, sendo um bom profissional, e bons profissionais são muito bem pagos.” A psicóloga argumenta que a remuneração pode ser questionada, mas que é preciso lembrar que nem sempre a satisfação está ligada ao sucesso financeiro. Ela também aconselha os pais a evitarem influenciar demais o filho. “Dar mais autonomia a eles quanto a essa escolha irá proporcionar uma maior segurança e satisfação futura.”








