Falta de assentos e fila única são alvos de queixas no PAM-Marechal
Paciente com mobilidade reduzida questiona a ausência de assentos e de atendimento preferencial durante espera para retirada de exame

Usuários do serviço de marcação e retirada de exames no PAM-Marechal, no Centro de Juiz de Fora, têm enfrentado dificuldades relacionadas ao atendimento no local. As principais reclamações envolvem a ausência de assentos para espera e o fim da fila prioritária para pessoas com deficiência, idosos e pacientes com mobilidade reduzida.
Uma das queixas foi feita pela paciente Jussara Maria da Silva Costa, de 49 anos. Segundo ela, ao procurar o local na manhã da última segunda-feira (15), encontrou uma fila única de atendimento e precisou aguardar em pé para retirar um exame.
“Antes havia vários guichês funcionando e um espaço com cadeiras para os pacientes aguardarem sentados. Agora só tem dois atendentes e a fila permanece toda em pé”, relata.
Jussara afirma ser pessoa com deficiência (PCD), possuir problemas de mobilidade decorrentes de uma cirurgia no joelho e utilizar o cordão de girassol, símbolo utilizado para identificar pessoas com deficiências ocultas. Apesar disso, diz que precisou aguardar na fila comum. “Perguntei ao atendente onde era o atendimento prioritário e fui informada de que não existe mais fila de prioridade. Eu fiquei preocupada não apenas comigo, mas com outras pessoas que estavam lá”, relata.
Segundo a paciente, havia usuários em condições mais difíceis aguardando atendimento. “Na minha frente tinha um senhor que disse ter passado por uma cirurgia cardíaca e que sentia falta de ar se permanecesse muito tempo em pé. Também vi uma pessoa de muletas aguardando atendimento.”
A moradora estima ter esperado cerca de 30 minutos na fila. De acordo com ela, algumas pessoas desistiram do atendimento diante da necessidade de permanecer em pé durante a espera.
Reclamação envolve acessibilidade e conforto dos pacientes
A usuária questiona a ausência de cadeiras para acomodar pacientes com dificuldades de locomoção ou condições de saúde que dificultam a permanência em pé por longos períodos.
“Mesmo que a fila prioritária tenha sido alterada, deveria haver pelo menos assentos para quem não consegue ficar muito tempo em pé. Muitas pessoas que procuram o serviço já estão enfrentando algum problema de saúde”, afirma.
A Tribuna esteve no PAM-Marechal na manhã desta terça-feira (16) e constatou que, embora a fila não estivesse extensa no momento da visita, não havia assentos disponíveis para os usuários durante a espera. A reportagem também verificou que o atendimento era realizado em fila única, sem uma fila específica para o público prioritário.
Marcação de exames de alta e média complexidade
A Tribuna de Minas entrou em contato com a Prefeitura de Juiz de Fora para esclarecer se houve mudanças recentes na estrutura de atendimento do local, como funciona atualmente o atendimento prioritário e se há previsão de medidas para melhorar as condições de espera dos usuários.
Em nota, foi informada que “o serviço de marcação de exames de média complexidade funciona atualmente de forma descentralizada, com as solicitações realizadas nas UBSs de referência dos usuários. A Loja 6 atende exclusivamente às solicitações de exames de alta complexidade, dispondo de dois guichês de atendimento, inclusive para os casos com prioridade prevista em lei”.
Ainda de acordo com a Prefeitura, “a readequação do espaço ocorreu após a constatação da redução do fluxo de usuários decorrente da descentralização do serviço. O atendimento tem funcionado regularmente, sem intercorrências registradas pelas equipes responsáveis”.









