Vistoria no HPS

Prometazol está com nome de Furosemida (detalhe) em etiqueta afixada pela UniHealth
Profissionais da saúde denunciaram ao Ministério Público (MP) situações de irregularidades no manejo dos medicamentos no HPS. Em foto anexada ao documento enviado à Promotoria é possível verificar um remédio com nome do princípio ativo da etiqueta diferente do real nome presente na ampola. Na etiqueta, consta o nome Furosemida 10mg/ml (medicamento diurético), mas a ampola apresenta o nome de Cloridrato de Prometazina 50mg/ml (antialérgico sedativo). Outra foto mostra que a data de validade na etiqueta é diferente da marcada na medicação pelo laboratório fabricante. Para averiguar a situação, o promotor de Defesa da Saúde, Rodrigo Ferreira Barros, realizou, na manhã de ontem, vistoria na unidade hospitalar.
Segundo o promotor, “os lotes dos dois medicamentos que haviam apresentado o problema não estavam mais lá. Nesse novo lote, pareceu-nos que estava tudo correto. Agora, se existiu um fracionamento que apresentou esse problema, pode, sim, acontecer novamente. Os pacientes podem estar recebendo medicamentos vencidos e trocados.”
Durante a visita de ontem, foram encontradas outras irregularidades. Conforme relatório do MP, na sala de Soros e Insumos, os produtos estavam expostos à luz solar. Na Farmácia Central da unidade, onde ocorre a dispensa dos remédios segundo as prescrições médicas, a embalagem da ampola de Furosantisa foi identificada como irregular, ao se romper facilmente, tornando o medicamento mal protegido. Já na Central de Abastecimento Farmacêutico, onde os produtos são estocados, o termômetro de temperatura interna de um refrigerador marcava 32,9ºC, muito acima da temperatura ideal para estocagem dos produtos que ali estavam que é de 2ºC a 8ºC, conforme orientação afixada na lateral da geladeira em questão. Na unidade, o promotor ainda foi informado de que não há esparadrapo disponível há duas semanas, sendo necessário pedir o insumo emprestado a outros estabelecimentos de saúde. O ponto biométrico também não estava funcionando.
A UniHealth informou não ter conhecimento sobre a denúncia referente às informações divergentes nas etiquetas e que “qualquer notificação a este respeito deve ser realizada diretamente à empresa, com a detalhada identificação e documentação dos processos, para que possa ser averiguada a sua veracidade”.
A Secretaria de Saúde informou que o esparadrapo está em processo de compra emergencial, mas que a população não ficou desassistida porque há outros tipos em estoque. Já sobre a falha da geladeira, foi informado que o refrigerador acondiciona pouca quantidade de medicamentos, e, “assim que foi detectada a oscilação na temperatura, o material foi transferido para outros refrigeradores e a geladeira já foi encaminhada para manutenção”. Quanto à denúncia da falha na identificação dos produtos, a secretaria explicou que, conforme o próprio promotor comprovou, a afirmativa não procede.









