Organização criminosa responsável pela entrada de itens ilícitos no sistema prisional é desarticulada
Oito pessoas foram condenadas com penas entre 8 e 19 anos, em regime fechado
O juízo da 3ª Vara Criminal da Comarca de Juiz de Fora condenou policiais penais, servidores públicos e detentos pela prática de organização criminosa no sistema prisional de Juiz de Fora. O grupo teria sido responsável por corrupção ativa e passiva, associação com o tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e outros crimes.
A investigação apurou que havia um sistema estruturado para entrada de drogas, celulares e itens ilícitos em unidades prisionais com a participação de funcionários públicos que facilitavam a prática mediante o pagamento de detentos e familiares. A investigação também demonstrou que servidores utilizavam contas bancárias de terceiros para ocultar a origem dos valores.
A denúncia foi realizada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e comprovada por interceptações telefônicas, quebras de sigilo bancário e telemático, análises financeiras, além de depoimentos de presos, familiares e agentes públicos. A chamada operação Tabernus foi deflagrada em junho de 2024 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Juiz de Fora, em conjunto com as polícias Penal, Civil, Militar e Rodoviária Federal.
Oito pessoas foram condenadas com penas entre oito e dezenove anos, em regime fechado. Os policiais envolvidos também perderam o cargo público e o direito de recorrer em liberdade foi negado pelo juiz.
*Estagiária sob supervisão da editora Fabíola Costa









