Empresários de academias fazem carreata e pedem reconhecimento da atividade como essencial
Setor defende a importância da rotina de atividades físicas como meio de prevenção contra a Covid-19
Com a intenção de defender a importância da atividade física durante a pandemia, empresários de academias da cidade realizaram uma carreata pelas ruas centrais na tarde desta quinta-feira (15). A reivindicação é a de que o setor seja reconhecido como essencial, visto que os ambientes são considerados seguros e cumpririam os protocolos estabelecidos pela Associação das Academias de Juiz de Fora.
A categoria destaca a importância da atividade física entre os cuidados no combate à Covid-19, visando a promover a saúde. Segundo o vice-presidente da Associação das Academias de Juiz de Fora (Acad-JF), Daniel de Oliveira Paula, a ideia é que, mesmo que seja necessário retomar às faixas mais restritivas de circulação, as academias não sejam fechadas.
“Precisamos mostrar que as academias também devem ser vistas como setor de saúde, atividade que aumenta a imunidade. A OMS reconheceu a importância das atividades e há estudos científicos que indicam que a população ativa tem menores chances de chegar à intubação, ou a ter uma piora no quadro.”
O movimento contou, segundo Daniel, com cerca de 70 carros. A organização da manifestação pediu que os participantes levassem um quilo de alimento não perecível para doação.
“As academias contam com o protocolo mais rígido que tem, porque é baseado em 42 documentos. Um exemplo possível é a comparação com os ônibus, que não contam com tapetes sanitizantes, não têm aferição de temperatura, não têm distanciamento de 2m², nem higienização a cada duas horas”, acrescenta.
Preocupações recorrentes, como o compartilhamento de aparelhos, foram repensadas, conforme Daniel. “Não acontece mais. Como temos o protocolo, se for usar uma mesa de supino, por exemplo, tem o álcool em gel, o aluno esteriliza o aparelho para usar, faz a série que estiver prescrita, quando termina, esteriliza de novo para o próximo usar. Diminuímos a capacidade para 30% para não haver o revezamento.”
A Acad- JF, segundo Daniel, vai trabalhar pra mudar a ideia das pessoas sobre as academias. “Queremos que as pessoas esqueçam essa figura de marombeiros e pessoas saradas e mostrar que é um ambiente de saúde para todas as faixas etárias.”











