Expominas poderá ter acesso alternativo à 040

Alameda Santo Antônio reduz percurso em seis quilômetros, mas carece de obras
A urbanização de um trecho da Alameda Santo Antônio, paralelo à BR-040, no Bosque do Imperador, Cidade Alta, é uma hipótese considerada pelo Executivo municipal para viabilizar um novo acesso ao Expominas. Embora criada por ocupação espontânea, formando um granjeamento próximo da rodovia, a rua é apontada como mais uma solução para minimizar a distância do centro de eventos, facilitando o acesso do público. A proposta ainda segue em fase de captação de recursos junto à Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) e ao Governo do Estado para a elaboração do projeto. Moradores das proximidades veem a ideia com bons olhos, mas aguardam também condições de segurança e infraestrutura adequada.
Em entrevista à Tribuna, o secretário de Desenvolvimento Econômico, André Zuchi, explicou que a via seria mais uma alternativa para se frequentar o Expominas.”Existe a possibilidade de fazer um acesso lateral à BR-040, que é a urbanização de uma via já existente. No entanto, isso depende de recursos, a Prefeitura não tem como custear o projeto e está pleiteando junto ao Governo Estadual e à Codemig. É uma obra que envolve a drenagem de um terreno, transposição de um córrego e afastamento de outros terrenos. É uma obra cara”, afirma.
O secretário destaca que antes se pensar efetivamente na utilização da via local, é necessário aguardar também a conclusão da BR-440. “Existe a possibilidade muito concreta, através do DNIT, de se fazer a ligação da Via São Pedro à BR-040. O término dessa obra dará mais uma alternativa de acesso à BR- 040 e assim diminuir em seis quilômetros a distância ao Expominas, para os motoristas que hoje saem pelo Salvaterra.” Zuchi descarta a possibilidade das vias se tornarem rotas de fuga para embriagados, considerando as constantes operações com bafômetro realizadas pela Polícia Rodoviária Federal na entrada do centro de eventos. “Isso não é para oferecer alternativa aos motoristas que beberem durante festas. [Beber e dirigir] É proibido por lei. Nosso objetivo é apenas proporcionar mais acesso ao Expominas”, completa.
De acordo com o administrador do Expominas, Alex Rangel Pereira, a alternativa de acesso seria um impulsionador para a participação do público. “Estamos com boas expectativas, afinal serão 30 eventos até o final do ano. Agora vamos receber shows, o que é algo novo para nós, e buscar sentir a aceitação do espaço para este tipo de evento. Muitos reclamam que o Expominas é longe e a nossa intenção é criar mais acesso, e não um escape pela fiscalização que ocorre lá. A fiscalização zela pela vida das pessoas e, mesmo não sendo a PRF, a Polícia Militar terá a jurisdição nesta nova via”, lembra.
Problemas estruturais no trecho
Embora a via já exista há alguns anos e tenha sido utilizada no passado para acesso à BR-040, com desemboque a cerca de 300 metros da pista de desaceleração do Expominas, hoje é cercada de barreiras de proteção. Estreita e sem calçamento, é uma estrada de ocupação espontânea, segundo a Secretaria de Obras. Apesar de ser uma via de mão dupla, é cercada de muros ao longo da maior parte do trecho, os quais dificultam a passagem de dois veículos em alguns pontos. A via começa no fim da Avenida Manoel Vaz de Magalhães e possui um trecho pavimentado, que termina na rotatória de acesso ao Condomínio Alphaville.
Uma das moradoras do local é a empresária Maria Rosângela de Souza Paula, 39. Ela destaca a falta de infraestrutura, como inexistência de rede de água e esgoto e questiona a não resolução dos problemas. “Moro aqui há nove anos, já vi várias vezes técnicos fazendo levantamentos, medições. Se urbanizassem essa via, seria maravilhoso, mas desde que garantissem a sinalização adequada, drenagem e a segurança aos moradores”, afirma. Segundo Rosângela, a indefinição pela transformação da alameda impede que os moradores possam fazer até mesmo o cercamento dos terrenos. “Se eu quiser construir um muro, tenho que esperar, porque não sei se vão querer ampliar a estrada. Tinham que definir isso rápido”, cobra.
Em virtude da sinalização de um projeto de urbanização, a Secretaria de Obras informa que a intervenção irá contemplar toda a infraestrutura do local, como rede de drenagem e asfaltamento. Já a Cesama explica que foi feita uma adutora para atender ao Alphaville e, a partir dela, redes de distribuição que tem a possibilidade de atender a Alameda Santo Antônio, inclusive com a rede de lançamento de esgoto e construção de fossas sépticas. Moradores que precisarem qualquer pedido de ligação de água devem entrar em contato com a Cesama para analisar a viabilidade técnica. Já a assessoria da Emcasa informou que enviará uma equipe técnica ao local para o levantamento topográfico correto da área, a fim de verificar os pontos regularizados.









