Campanha contra gripe em Juiz de Fora aplica 26 mil doses, mas cobertura segue abaixo de 10%
Dia D acrescentou 10 mil aplicações ao balanço da campanha, que atende grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde
A campanha de vacinação contra a influenza (vírus causador da gripe) em Juiz de Fora, iniciada em 30 de março, aplicou cerca de 26 mil doses até o último sábado (11). Desse total, aproximadamente 16 mil haviam sido registradas até sexta-feira (10), segundo a Secretaria de Saúde, e outras 10 mil foram aplicadas durante o Dia D de mobilização. O número corresponde a cerca de 9,7% das 267.983 pessoas que integram os grupos prioritários no município.
Desde o início da campanha, o município recebeu três remessas enviadas pelo Ministério da Saúde, totalizando 65.380 doses. A distribuição ocorreu da seguinte forma: 18.390 doses foram enviadas ao município no dia 26 de março; no dia 1º de abril, houve mais duas remessas, a primeira contendo 24.930 doses e a segunda, 22.060.
Uma quarta remessa está prevista para chegar nesta semana, com 28.730 doses adicionais. Caso o envio se concretize dentro da previsão, na quarta-feira (16), Juiz de Fora poderá fechar a semana com 94.110 doses recebidas. O total seria suficiente para vacinar cerca de 35% do público prioritário da campanha no município.
A Secretaria de Estado de Saúde ressaltou que a operacionalização da vacinação, incluindo ações especiais como o Dia D, é de responsabilidade do município.
Dia D reforça vacinação contra influenza em Juiz de Fora
Um dos momentos de maior adesão da campanha de vacinação contra a influenza neste ano foi o Dia D de vacinação, realizado no último sábado (11). Na ocasião, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) aplicou mais de 10 mil doses em uma mobilização que contou com mais de 65 postos de vacinação distribuídos pela cidade. A ação teve como objetivo ampliar a cobertura vacinal diante do período de maior circulação de vírus respiratórios.
No ano passado, a campanha foi iniciada em 7 de abril de 2025 e encerrada em 31 de janeiro de 2026, totalizando cerca de nove meses de duração. Ao longo desse período, foram registradas 219.397 aplicações da vacina contra a influenza em Juiz de Fora.

Quem pode se vacinar
Neste primeiro momento da campanha, a vacinação segue restrita aos grupos prioritários, definidos pelo Ministério da Saúde, mas a previsão é de que, com o avanço da imunização, a dose seja liberada para o público em geral nos próximos meses. No ano passado, a liberação ocorreu em 30 de abril. A vacina é aplicada em dose única e pode ser administrada simultaneamente com outros imunizantes do Calendário Nacional de Imunização.
Mesmo após o Dia D, a vacina continua disponível para os públicos prioritários nos serviços de saúde do município.
Para receber a vacina contra a gripe, integrantes dos grupos prioritários devem apresentar documento de identificação com foto e, se possível, o cartão de vacinação. Também é necessário levar um comprovante da condição que garante o direito à imunização nesta fase da campanha.
A ausência do cartão de vacinas não impede o atendimento. Informações como CPF e data de nascimento são suficientes para a realização do cadastro e o registro da aplicação no sistema, garantindo atendimento ágil e seguro conforme as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS). Caso o usuário não possua o documento, um novo cartão pode ser solicitado e emitido no próprio local de vacinação.
A vacina está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), de segunda a sexta-feira, a partir das 9h, e aos sábados, de 8h a 11h. Outro ponto de vacinação é o Departamento de Saúde da Mulher, Gestante, Criança e do Adolescente (DSMGCA), localizado na Rua São Sebastião, 772/776, com atendimento das 8h às 16h. O serviço também é ofertado no Serviço de Atenção à Saúde do Idoso (SASI), na Avenida Presidente Itamar Franco, 796, igualmente das 8h às 16h.
Grupos prioritários
- Crianças de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias)
- Gestantes em qualquer idade gestacional
- Idosos (60 anos ou mais)
- Puérperas
- Povos indígenas a partir de 6 meses
- Quilombolas
- Pessoas em situação de rua
- Trabalhadores da saúde (médicos, profissionais da enfermagem, farmacêuticos, fisioterapeutas, psicólogos, dentistas, nutricionistas, biomédicos, veterinários, entre outros)
- Trabalhadores de apoio da saúde (recepcionistas, seguranças, limpeza, cozinheiros, motoristas, cuidadores de idosos, doulas/parteiras, estudantes da área da saúde em atendimento)
- Professores do ensino básico e superior de instituições públicas e privadas
- Profissionais das Forças de Segurança e Salvamento (policiais federais, civis, militares, rodoviários, bombeiros militares e civis, guardas municipais)
- Profissionais das Forças Armadas
- Pessoas com deficiência permanente
- Caminhoneiros
- Trabalhadores do transporte coletivo rodoviário
- Trabalhadores portuários
- Trabalhadores dos correios
- População privada de liberdade e funcionários do sistema prisional, incluindo adolescentes e jovens 12 a 21 anos em medidas socioeducativas
- Pessoas com doenças crônicas e condições clínicas especiais, como doenças respiratórias crônicas (asma moderada ou grave, DPOC, Bronquiectasia, Fibrose cística, Doenças intersticiais pulmonares, Displasia broncopulmonar, Hipertensão pulmonar, Doença pulmonar crônica da prematuridade)
- Pessoas com doenças cardíacas crônicas (cardiopatia congênita, hipertensão com comorbidades, doença cardíaca isquêmica, insuficiência cardíaca)
- Pessoas com doença renal crônica
- Doença hepática crônica
- Doenças neurológicas crônicas (AVC, paralisia, doenças degenerativas ou hereditárias do sistema nervoso ou muscular e deficiência neurológica grave).
- Diabetes (tipo I ou II em uso de medicamentos).
- Imunossupressão (congênita ou adquirida, por doença ou medicamentos)
- Obesidade grave
- Transplantados de órgãos sólidos e transplante de medula óssea
- Portadores de trissomias









