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Moradia estudantil deve começar a funcionar neste semestre


Por Tribuna

14/01/2017 às 07h00

Prédio foi concluído em 2015, mas ainda não está aberto aos estudantes (Foto: Fernando Priamo)
Prédio foi concluído em 2015, mas ainda não está aberto aos estudantes (Foto: Fernando Priamo)

Com o início da ampliação da lavanderia em 28 de novembro do ano passado, a UFJF deve concluir até o fim deste mês as obras do prédio da moradia estudantil, no Bairro São Pedro, Cidade Alta. Tendo sido concluído em 2015, o local teve incorreções apontadas pelos alunos, as quais inclusive integraram a pauta de movimentos de contestação, como a ocupação da Reitoria em 2015 e 2016. Agora, com o investimento de aproximadamente R$ 70 mil aprovado pelo Conselho Universitário, a expectativa é de que as instalações sejam inauguradas com convocação dos estudantes ainda no primeiro semestre de 2017, aguardando a finalização do regimento. O projeto da Moradia Estudantil prevê a construção de duas lavanderias aos fundos da edificação já existente, além de serviços hidráulicos, elétricos, de alvenaria e de estrutura.

Segundo a assessoria da UFJF, a comissão criada para a elaboração do regimento está atuando em dois eixos: alunos que não são oriundos do município de Juiz de Fora e também por critérios socioeconômicos. Em relação ao mobiliário dos apartamentos, a Universidade afirma que ele já se encontra todo licitado, sendo que a maior parte já está em posse da instituição.

REIVINDICAÇÃO ANTIGA

A moradia estudantil é uma reivindicação antiga dos estudantes, que, desde 2010, aguarda pela liberação do prédio. Os recursos federais empregados na construção dos dois prédios somam R$ 4.225.969. Sua entrega já chegou a ser adiada por diversas vezes, mesmo após a conclusão das obras. Em 2013, a pró-Reitoria de Infraestrutura prometia a entrega ainda no mês de agosto daquele ano. Antes da posse do ex-reitor Júlio Chebli, em 2014, a comissão para o regimento chegou a ser criada, sem andamento dos trabalhos. Em maio de 2015, os alunos da UFJF ocuparam a Reitoria da instituição cobrando da administração uma postura em relação à abertura do local. Após a renúncia de Chebli, o vice-reitor Marcos Chein deu continuidade às conversas com os estudantes, buscando o diálogo com o Governo federal para realizar as adequações solicitadas no prédio.

Com a posse da gestão de Marcus David, a proposta de reforma da moradia foi levada ao Conselho Universitário, integrando um pacote de R$ 155.853,27. O valor contempla ainda o início de obras no Hospital Universitário, com a instalação de um hidrômetro próprio, a instalação de elevadores nos prédios do Instituto de Ciências Exatas (ICE) e ainda a remoção de entulho gerado após a demolição de estruturas da Faculdade de Comunicação, liberando 53 vagas de estacionamento no local. Todos os projetos foram realizados por profissionais da UFJF, sem a necessidade de terceirização.