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Boa redação é passo para ter vaga no Sisu


Por Kelly Diniz

13/10/2015 às 07h00- Atualizada 13/10/2015 às 09h27

ENEM

Luís Arthur Haddad conta como tirou nota mil na redação do Enem no ano passado

Luís Arthur Haddad conta como tirou nota mil na redação do Enem no ano passado

Outubro chegou e com ele o tão temido Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a primeira porta de entrada para as universidades públicas do país. Mesmo para quem está estudando há anos para o exame e está sempre com os exercícios em dia, driblar o nervosismo é tarefa quase impossível. Com a contagem regressiva para as provas, que ocorrem nos próximos dias 24 e 25, vem também o desespero para tentar aprender o que ainda não ficou muito claro, alunos buscam por macetes para agilizar a execução da prova e formas de correr atrás do prejuízo nos 45 minutos do segundo tempo. Para ajudar os estudantes nessa difícil missão, a Tribuna começa hoje a série “Partiu Enem”, na qual irá trazer dicas de especialistas sobre a prova, formas de potencializar o desempenho e de reduzir a ansiedade.

Uma das primeiras preocupações dos alunos é quanto à redação, já que, em muitos casos, ela é decisiva na nota final e pode garantir uma das vagas disponibilizadas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Conforme o professor de redação do Colégio Equipe, Wilton de Paiva, sempre há questionamentos sobre qual tema irá cair na prova. “No entanto, essa não é uma preocupação que o aluno precisa ter. Sempre aparecem temas de situações cotidianas, que o aluno tem condições de falar a respeito. Os argumentos e aparatos teóricos que ele precisa para escrever já vêm nos textos motivadores.” O estudante de engenharia elétrica da UFJF Luís Arthur Novais Haddad, 20 anos, que tirou nota mil na redação do Enem no ano passado, conta que não tinha nenhum conhecimento sobre o tema, que foi publicidade infantil. “Eu tinha pouco conhecimento sobre o assunto, mas usei citações de coisas que eu tinha lido e tinha estudado desde o começo do ano. Para o Enem, eu lia muitas revistas de atualidade, um pouco de jornal e bastante literatura que, apesar de ser ficção, me deu vocabulário.”

O professor Wilton pede para que os estudantes prestem atenção na norma culta da língua. “O candidato precisa evitar usar gírias, expressões coloquiais, estrangeirismo. Se não conhece a grafia de uma palavra, trocar por um sinônimo.” Outro ponto importante apontado pelo professor é realizar uma proposta de intervenção. “Esse é o grande terror dos alunos. Eu digo sempre que há questões que nem o Governo sabe como resolver. Mas, na prova, a ideia é que eles apontem soluções para os problemas que eles levantaram no decorrer do texto, respeitando sempre os direitos humanos.”

O docente recomenda que o candidato não perca muito tempo escrevendo toda a redação no rascunho. “O ideal é usar o rascunho como organizador mental, para pensar os argumentos e contra-argumentos e poder ordená-los de forma lógica na hora de escrever a redação.” Ele ainda aconselha o aluno a iniciar o teste pela redação. “Alguns acham que começando pelas questões, podem achar argumentos que vão ajudar na redação. Mas depois de ler muitos textos, ainda ter que produzir um é muito arriscado.” O estudante Luís Arthur também acredita ser melhor começar pela redação. “Assim, você ainda não está nervoso e não fica preso pensando nas questões que não conseguiu resolver da prova.” Para o universitário, o que fez sua prova ser nota mil foi ela ser “simples e direta”. “Não fiquei inventando nada de muito diferente. Usei o que já sabia que funcionava bem.”

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