Irmã de Luana está sob guarda da tia
Os suspeitos de terem matado a chutes e socos a menina Luana Silva da Rocha, 2 anos, no último dia 7, voltarão a ser ouvidos hoje na Delegacia Especializada de Homicídios. Além da mãe da criança e do padrasto, que estão presos desde a última quinta-feira, o pai biológico da vítima também prestará depoimento. Ontem a polícia confirmou a existência de uma irmã de Luana, um bebê com pouco mais de 2 meses de vida que está sob guarda provisória de uma tia paterna. A recém-nascida é filha do homem que confessou ter agredido a enteada na semana passada na companhia da companheira. Luana já chegou sem vida ao Pronto Atendimento Infantil (PAI). Quando a outra menina nasceu, em 1º de março, no Hospital João Penido, a mãe dela e de Luana, então com 1 ano e 10 meses, foi levada para o CTI após o parto. Diante do quadro, o setor técnico da unidade hospitalar entrou em contato com a Vara da Infância e Juventude.
“Naquele momento, a Vara da Infância entendeu que seria melhor o bebê ficar aos cuidados da tia paterna. Na ocasião, foi aberta uma cautelar inominada. O processo de proteção por cautela ainda está em andamento”, explicou o coordenador do Comissariado de Menores, Maurício Gonçalves Alvim Filho. Segundo o comissário, a guarda da recém-nascida deverá permanecer provisoriamente com a tia, pelo menos durante o andamento do processo. A medida é diferente da protetiva, quando há encaminhamento para família substituta ou abrigo. Maurício disse, ainda, que, após a vara ter sido acionada pelo Hospital João Penido, a Justiça tomou conhecimento de que ela teria uma irmã mais velha, porém, naquele momento, não havia denúncia de maus-tratos em relação a Luana. “A família nos informou que ela estaria sob os cuidados de um tio materno”, afirmou.
A mãe das meninas, que está na Penitenciária Ariosvaldo Campos Pires, só soube da gravidez da segunda filha quando a gestação já chegava ao quinto mês. A descoberta aconteceu após a mulher sofrer um atropelamento em outubro do ano passado em Santa Bárbara do Monte Verde. Após o acidente, ela passou a ter várias complicações de saúde.
Levantamento
No novo depoimento de hoje, o delegado Rodrigo Rolli espera esclarecer o que de fato aconteceu no dia em que Luana foi espancada até a morte no Bairro Granjas Bethânia. Segundo Rolli, passada a comoção inicial do caso, as informações recolhidas agora poderão acrescentar mais elementos ao inquérito instaurado. O histórico do padrasto de Luana é de um homem violento com passagens pela polícia por crimes de lesão corporal, incêndio consumado, agressões contra companheiras e resistência e agressão contra policiais. Encaminhado ao Ceresp, na última quinta-feira, depois de ser preso no velório da criança, ele também tem registros de outras entradas no sistema prisional. De acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), o homem de 28 anos foi preso na mesma unidade em 2010, quando deu entrada em 13 de fevereiro e saiu em 2 de março. No ano seguinte, ele também passou pelo Ceresp, entre 28 de janeiro e 5 de abril.
Com relação ao depoimento do pai biológico de Luana, embora esteja marcado, o delegado Rodrigo Rolli não pôde confirmar sua presença, já que a intimação foi entregue a seus familiares. “Nossa equipe tentou encontrá-lo, mas não o localizamos”, afirmou o policial.









