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Trabalho voluntário traz estrangeiros a JF


Por BÁRBARA RIOLINO

12/05/2015 às 06h00- Atualizada 12/05/2015 às 08h51

Alae recebeu nova pintura no primeiro dia de ação voluntária

Alae recebeu nova pintura no primeiro dia de ação voluntária

Um grupo formado por dez estrangeiros está em Juiz de Fora para realizar trabalhos voluntários na sede da Associação de Livre Apoio ao Excepcional (Alae), que atende pessoas com síndrome de Down e outras deficiências. Eles são funcionários da ArcelorMittal, participantes do programa “Férias solidárias”, que oferece aos inscritos a oportunidade de dedicar parte de suas férias a algum projeto social fora de seu país. Até sexta-feira, colaboradores da Bósnia, África do Sul, Estados Unidos, Índia, Ucrânia, Reino Unido, Costa Rica, Romênia, Cazaquistão e México estarão na entidade para colocar a mão na massa, a partir de serviços de pintura, jardinagem e reforma.

Conforme explicou o criador da iniciativa, o gerente de investimentos comunitários da ArcelorMittal, o indiano Rajendran Mandamparambi, que acompanha o grupo no Brasil, o objetivo é unir pessoas de diferentes países com o propósito de ajudar ao próximo. “Buscamos integrar funcionários que ocupem posições diferentes dentro da Arcelor. São todos estranhos, e eles nunca se viram. Só se conhecem quando chegam ao país de destino, e o resultado é gratificante.”

Para o diretor superintendente da Fundação ArcelorMittal, Leonardo Gloor, o projeto representa “um ganho enorme para a integração, pois os voluntários conhecem, além da cultura brasileira, os costumes de outros países”.

Diferente do que está acostumado a fazer no setor financeiro da ArcelorMIttal na Costa Rica, Luis Fernando Salas, 26 anos, estava empenhado na arrumação dos jardins. Ele conta que esta é a primeira vez que participa de um programa de voluntariado e foi inspirado nos programas sociais existentes em seu país. “Vejo que existem muitas instituições de precisam de apoio.” Atuando no setor de Comunicação da Arcelor do Reino Unido, Laura Nutt, 31, destaca que, em Londres, participou de um trabalho semelhante, mas que fazer isto no Brasil está sendo maravilhoso. “As pessoas são muito bem humoradas. É muito interessante conhecer pessoas e culturas diferentes e poder ajudar.”

O presidente da Alae, Chafi Hallack, destaca que a iniciativa marca o início das comemorações dos 30 anos da entidade. “A presença destas pessoas reforça a importância da inclusão social, pois quem trabalha com isso não tem limites.”