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Golpista que se passava por juiz enganou outra vítima

Comerciante registrou ocorrência relatando prejuízo de R$ 5.800; estelionatário se passou por policial federal

Por Sandra Zanella

12/03/2018 às 15h59

Mais uma vítima de estelionato registrou boletim de ocorrência nesta segunda-feira (12) contra o suposto golpista de 48 anos preso na semana passada, sob suspeita de se passar por promotor e juiz para extorquir pessoas. Desta vez, o homem teria usado o mesmo nome falso de Sebastian, mas teria se apresentado como policial federal. O comerciante da Zona Leste que se sentiu lesado, 50, contou à Polícia Militar ter sido procurado pelo suspeito em janeiro, após o estelionatário saber que ele estaria querendo adquirir uma arma de fogo e também regularizar sua situação junto ao INSS para aposentadoria futura. A vítima chegou a repassar R$ 2.800 para a compra de um revólver e R$ 3 mil pela comprovação do tempo de serviço para se aposentar.

Ainda segundo o registro policial, o suspeito teria apresentado falsos documentos de compra e venda da arma e do INSS, preenchidos pelas partes. No entanto, o homem teria desaparecido após receber as quantias. Ao saber da prisão do suspeito ocorrida na quinta-feira (8) por outros crimes de estelionato, o comerciante decidiu procurar a PM.

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Na última sexta-feira (9), o delegado Luciano Vidal explicou que o homem apontado por aplicar golpes foi capturado pela equipe da 1ª Delegacia, mediante mandado de prisão expedido no último dia 2 pela Vara de Execuções para cumprimento de pena. Ele foi pego nas imediações do Fórum Benjamin Colucci, onde costumava agir para fisgar suas vítimas. O suposto estelionatário é morador da Zona Sul e, só nos últimos cinco anos, teria conseguido ludibriar, pelo menos, 14 vítimas, conforme número de inquéritos e outros procedimentos instaurados pela Polícia Civil desde 2012. Com extensa folha de antecedentes com 17 páginas, o homem já foi indiciado em oito casos.

O delegado acrescentou que o suspeito “é polivalente nos golpes, apesar do carro-chefe dele ser o de se passar por promotor de justiça e juiz”. Ele já teria, inclusive, se passado por médico para ter credibilidade na venda de um apartamento de terceiros. Entre as ações mais comuns estão oferecer empregos atraentes, mediante prévio pagamento de formulários e taxas a ele, e garantir auxílio na soltura de presos, também por meio de dinheiro adiantado. Para não cair nesse tipo de golpe, o delegado orienta a desconfiar de ofertas vantajosas.

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