Tempo seco dificulta contenção da febre maculosa
A Secretaria de Saúde divulga hoje um calendário de ações de prevenção contra novos casos de febre maculosa na Zona Norte. O cronograma inclui, além de vistorias em áreas de risco, a pulverização de carrapaticida nestes locais, palestras e outras iniciativas educativas. Na semana passada, duas mortes em decorrência da doença foram confirmadas na região, de um total de seis notificações de possíveis registros da febre. De acordo com o veterinário responsável pelo setor de Zoonoses da PJF, José Geraldo Castro Júnior, a estiagem facilita a proliferação da doença, porque favorece a infestação pelo vetor, o carrapato. "No período de tempo seco, o carrapato está nas fases de seu ciclo em que ele é menos visível: a de larva e a de ninfa- popularmente conhecidas como ‘micuim’, antes que ele se torne adulto. Por isso, fica difícil localizá-los em humanos ou animais que podem ser infestados, como cachorros e cavalos."
Segundo o especialista, apenas os vetores contaminados por gambás e capivaras podem transmitir a doença. "Caninos, bovinos e equinos podem contrair a doença, mas não infestam o carrapato, o que evita um avanço maior da febre maculosa." José Geraldo orienta que o melhor a fazer é evitar frequentar locais com mato aberto, habitat dos hospedeiros e, portanto, dos vetores (ver quadro). Ele alerta, ainda, que em caso de aparecimento de sintomas como febre e dores de cabeça e no corpo após uma visita a áreas rurais, é imprescindível procurar um médico, relatando possível contato com carrapatos. "Na fase inicial, a doença é tratável de forma simples, com um antibiótico específico. Quando avança, ela evolui para um quadro gravíssimo, e costuma matar oito entre dez doentes."







