Suspeito de agredir adolescente grávida com golpes de facão é preso
Segundo a Polícia Civil, caso de violência doméstica teve requintes de crueldade; crime ocorreu em Juiz de Fora no dia 10 de abril
Um jovem, de 25 anos, suspeito de ter agredido, inclusive com golpes de facão, uma adolescente grávida, de 17, foi preso pela Polícia Civil durante cumprimento de mandado na última terça-feira (10). O crime ligado à violência doméstica aconteceu em Juiz de Fora no dia 10 de abril.
As investigações apontaram que, naquela data, o suspeito teria chegado embriagado em sua residência, discutido e ofendido sua companheira. Na ocasião, a vítima falou que queria terminar o relacionamento. Posteriormente, a adolescente foi até a casa da mãe dela, onde foi agredida com golpes de facão, pedradas, socos e chutes.
De acordo com a titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Alessandra Aparecida Azalim, assim que a vítima procurou a polícia foram solicitadas à Justiça medidas protetivas e realizadas várias oitivas. “Verificamos que episódios de violência já estavam ocorrendo com relação a esse casal, levando a concluir que era um relacionamento abusivo.”
Ela considerou as agressões como “graves”, enfatizando as ameaças e o uso do facão. “Nos preocupou também o fato de ela estar grávida”. Exames complementares de saúde da jovem e do feto ainda são aguardados para a qualificação do crime. “Houve requintes de crueldade, ela foi arrastada pela rua, levou chutes e socos, pedradas na barriga”, além de golpes de facão. Alessandra lembrou que a mãe da vítima e sogra do suspeito também foi agredida por ele ao tentar intervir.
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Após as diligências preliminares, a delegada representou pela prisão preventiva do investigado, e o pedido foi deferido pela Justiça. Ao ser capturado, o suspeito foi ouvido e conduzido ao sistema prisional. Alessandra Azalim pontuou que o caso teve grande repercussão, inclusive nas redes sociais, e que a sociedade pediu uma resposta. “O inquérito policial será concluído em poucos dias e encaminhado à Justiça, para que seja aberto processo criminal e, ao final, ele possa ser condenado, de acordo com as provas”, destacou.
A delegada alertou que a violência doméstica, como a sofrida pela adolescente grávida, é um ciclo, que muitas vezes começa com abusos psicológicos, por diversas vezes “normalizados”. “Cada vez mais essa violência vai agravando e, muitas vezes, chega a culminar no feminicídio. As pessoas precisam se conscientizar sobre a necessidade de denunciar. A violência doméstica precisa ser combatida sim, e as pessoas não podem ter medo.”









