Golpista ataca por telefone
Um golpe aplicado por telefone voltou a ser aplicado e a fazer vítimas em Juiz de Fora. Por telefone, uma pessoa se identifica como um parente morador de outra de cidade e que estaria na estrada vindo fazer uma visita quando o carro teve um problema mecânico. O golpista então pede que a vítima deposite dinheiro para o conserto ou solicita que ligue para um guincho. Nos dois casos, é pedido que a pessoa deposite dinheiro em uma conta com urgência. O golpe já fez diversas vítimas na cidade. Na Zona Norte, já foram registradas algumas ocorrências nos últimos dias, e a Polícia Civil já instaurou inquéritos para apurar os fatos.
No último dia 3, uma mulher, de 54 anos, moradora do Bairro Benfica, Zona Norte, perdeu R$ 800 ao ser enganada por um estelionatário, que se identificou ao telefone como seu sobrinho. Segundo ela, primeiro o golpista pediu que ela adivinhasse quem era, dizendo ser um parente de longe. Ela mesma perguntou se era um sobrinho de São Paulo e falou um nome. Munido da informação, o estelionatário aplicou o golpe. Disse que estava vindo lhe fazer uma visita, porém, o eixo do seu carro havia quebrado na estrada. Ele pediu que ela depositasse o dinheiro para um guincho. A mulher fez o depósito e só depois percebeu que se tratava de um golpe. A vítima fez uma ocorrência, mas não conseguiu recuperar o dinheiro.
Na última quarta-feira, uma dona de casa, também da Zona Norte, foi outro alvo. Ela quase caiu na história contada do outro lado da linha. “No meu caso, o criminoso se passou por um cunhado e pediu pra eu ligar para um homem, que seria do guincho. Ele disse que o serviço ficaria em R$ 2 mil. Assim que desliguei, o golpista voltou a me ligar, disse que eu não tinha o dinheiro, desconfiei e desliguei o telefone”, contou.
Segundo o delegado Rodolfo Rolli, é importante que as ocorrências policiais sejam registradas, porém, o crime é de difícil apuração. “É praticamente impossível chegar a essas pessoas, mesmo que solicitemos a quebra do sigilo bancário, pois as contas, na maioria dos casos, está em nomes falsos”, afirmou, destacando que, nos últimos dias, diversos registros foram feitos por moradores da Zona Norte. Rolli destacou que o importante é não passar nenhum dado e nunca responder a perguntas, como por exemplo, dando nome de familiares. “São as informações dadas pelas próprias vítimas que dão subsídios para que o golpe aconteça. Se ficar em dúvida se realmente o fato pode ser verdade, se não conseguir falar com a pessoa que supostamente está com dificuldades, entre em contato com alguém próximo a ela”, pontuou.









