Forças de segurança protestam contra escala de pagamento e cobram 13º
Ônibus sairá de JF com policiais civis e outros servidores para manifestação em BH na próxima quinta-feira (13)
Integrantes das forças de segurança pública do estado podem iniciar uma série de paralisações nos próximos dias, em decorrência da organização da escala de pagamento de dezembro, anunciada na semana passada pelo Governo estadual. O Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindpol/MG) marcou um protesto, juntamente com outras entidades representativas de classe, para a próxima quinta-feira (13). Além de mostrar insatisfação com a escala, as categorias reclamam também da falta de informações sobre o pagamento do 13° salário de 2018. O ato acontece a partir das 14h na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, e vai contar com a participação de servidores de Juiz de Fora, conforme informou nesta segunda-feira (10) o vice-presidente do Sindpol/MG, delegado Marcelo Armstrong.
“Um ônibus vai sair da cidade com representantes de várias entidades ligadas à segurança pública. Amanhã (11) ocorrerá uma reunião no Sindpol (em BH) com policiais militares e civis, bombeiros, agentes penitenciários e socioeducativos para organização da grande manifestação no dia 13”, anunciou Armstrong, acrescentando a participação da Associação de Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais (Aspra/PMBM). “O Governo reduziu a primeira parcela do salário referente a novembro de R$ 3 mil para R$ 2 mil e jogou a segunda parte para o dia 28, depois do Natal. E ainda não temos sinalização do 13º. Há um tratamento diferenciado em relação a outros segmentos, como Assembleia Legislativa, Ministério Público, Poder Judiciário e Tribunal de Contas do Estado, que já receberam, inclusive, o 13º integral”, pontuou o vice-presidente do sindicato.
Em sua página na internet, o Sindpol acrescenta que durante o encontro serão feitas também deliberações sobre os rumos do movimento. “A categoria não suporta mais o desrespeito, a desvalorização e o descaso dos governantes contra a PCMG. Sabemos que o atual Governo não respeita e não valoriza a Polícia Civil mineira. Esperamos que o próximo, que se inicia em 2019, tenha uma postura diferente no tocante à valorização dos policiais civis”, diz a nota. “O país contabiliza aproximadamente 70 mil mortes violentas por ano, uma verdadeira guerra civil não declarada. Temos a convicção da nossa importância e do nosso valor, somos a linha de frente de combate a esta guerra”, completa.
Segundo Armstrong, durante a manifestação de quinta poderão ser decididas “ações e paralisações pontuais dos operadores de segurança em todo o estado até o anúncio pelo Governo do pagamento do 13º e do salário de novembro”. “Não é justo. Se todos os servidores de Minas fossem sacrificados diante da crise fiscal, tudo bem, mas o Governo privilegia alguns segmentos em detrimento de outros. Vamos dar um basta a esse tratamento diferenciado”, finalizou o sindicalista, sem descartar um possível indicativo de greve em pleno período de Natal e Ano Novo, caso as reivindicações da categoria não sejam atendidas.
Governo tem 72 horas para se manifestar
Segundo nota publicada pela Associação dos Oficiais da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (AOPMBM) nesta segunda, o desembargador Armando Freire do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG) intimou o Governo do Estado de Minas Gerais a prestar esclarecimentos sobre o pagamento do 13º salário dos servidores estaduais, em um prazo de 72 horas a partir do momento em que receber a intimação. A entrega está prevista para esta terça-feira (11). Portanto, o Estado tem até a próxima quinta (13) para se posicionar sobre a questão.
A determinação, datada da última sexta (7), ocorreu após a associação impetrar mandado de segurança preventivo para garantir o pagamento integral do benefício aos policiais e bombeiros militares até o dia 20 de dezembro.
Nota de repúdio
Também na sexta, a Associação de Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais (Aspra/PMBM) divulgou nota de repúdio em relação à tabela de pagamento de dezembro e à falta de previsão do repasse do 13º salário para a categoria. “Às vésperas do Natal, os militares são surpreendidos com mais um ‘presente de grego’, agora ao fim do atual desgoverno de MG, que confirma o desrespeito com que a atual gestão trata a pasta da Segurança Pública e os seus profissionais.” As medidas adotadas pelo Governo revoltaram a categoria. “O que nos está sendo negado é um direito conquistado e também a oportunidade de celebrarmos as festas de fim de ano ao lado de nossas famílias, posto que não haverá recursos.”
Para a associação, o ato de repelir a proposta é “reação natural de uma classe que, se por um lado garante a ordem, disciplina e até mesmo a governabilidade, por outro lado vem sendo humilhada, desrespeitada e desafiada desde o início do atual Governo”. Garantindo dar uma resposta firme ao Executivo, a tropa não descartou a paralisação dos policiais e bombeiros militares até o pagamento do 13º salário.









