Crimes caem 25% em áreas de ‘Olho vivo’

Prefeito Bruno e coronel José Geraldo verificam imagens captadas pelas câmeras do projeto

Nos cinco primeiros meses de funcionamento em Juiz de Fora, as câmeras do “Olho vivo” contribuíram para uma redução de cerca de 25% nos crimes nos locais onde estão instaladas. O balanço foi divulgado ontem pela Prefeitura e Polícia Militar, que são parceiras na execução do projeto. Segundo informações da PM, a maior queda foi no número de crimes contra o patrimônio, que englobam, entre outras modalidades, furtos, roubos e extorsões. Os 54 equipamentos estão instalados em dez bairros e no Centro. O Jardim Glória foi o bairro com redução mais significativa, 53,13%, enquanto o Bom Pastor teve a menor queda, com 13,51%. A PM garantiu que irá traçar novas estratégias para os locais onde houve menor redução, que inclui ainda Mariano Procópio e Santa Luzia.
Em números absolutos, os registros caíram de 1.831 no período de dezembro de 2013 a março de 2014, para 1.368 entre dezembro de 2014 e maio deste ano. Para o comandante da 4ª Região da Polícia Militar (4ªRPM), coronel José Geraldo de Lima, os números “são exitosos e nos dão um caminho que pode ser melhorado. Não pode depositar 100% de eficiência nas câmeras, elas não evitam todos os crimes, mas são mais uma ferramenta para se buscar prevenção que vem funcionando de maneira muito proveitosa”, disse.
Segundo o comandante, em um primeiro momento, não foram traçadas metas de redução, mas que os números alcançados estão na média das cidade de Minas Gerais, de 30%, que também contam com o “Olho vivo”. “Com base nos dados, vamos conseguir aprimorar nosso trabalho e readequar o policiamento. Vamos trabalhar com nosso setor de inteligência e também traçar novas metas”, comentou o oficial.
O prefeito Bruno Siqueira (PMDB) comentou que ainda não há sinalização do Governo do estado para que o projeto seja ampliado em Juiz de Fora. “Há expectativa que o Governo possa expandir o projeto. Se isso acontecer, vamos pleitear que ele vá para novos bairros. O “Olho vivo” é um projeto que veio para ficar e que, de fato, garante mais segurança para a população”, disse. O comandante da 4ª RPM acrescentou que os resultados positivos podem ajudar a fomentar a expansão do “Olho vivo” em Juiz de Fora.
Os equipamentos do “Olho vivo” de alta tecnologia têm infravermelho e podem gravar imagens com excelente resolução, inclusive no escuro, com capacidade de rotação de 360 graus para controle de toda a área vigiada. O monitoramento é feito por profissionais de uma empresa contratada por meio de licitação e supervisionado por militares, em uma central instalada na sede do 2º Batalhão da PM, em Santa Terezinha. Quando uma ação suspeita é identificada, um policial militar é informado e, imediatamente, viaturas e policiais são mobilizados.
Flagrantes
Também foram apresentados ontem imagens de flagrantes que foram possíveis graças às imagens das câmeras, que são de alta resolução. Em um deles, ocorrido no dia 15 de junho, uma dupla foi presa após assaltar um jovem no Manoel Honório. Com base nas características dos autores repassadas pela vítima, foi possível localizá-los no Centro, já vendendo o celular que havia sido roubado. Em outro caso, desta vez de tráfico de drogas no Parque Halfeld, o delegado de plantão só confirmou o flagrante de dois jovens após checar as imagens. Na gravação, eles aparecem comercializando drogas no espaço, e, ao avistarem a PM, a câmera flagra os rapazes jogando drogas dentro de uma área fechada com tapumes.









