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Campanha para reduzir número de trotes no Samu


Por Tribuna

10/02/2015 às 07h00- Atualizada 10/02/2015 às 09h22

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O Samu Regional da Macrorregião Sudeste dará início a uma campanha de conscientização para reduzir o número de trotes que o serviço tem recebido. Somente em Juiz de Fora, uma média de seis ambulâncias se deslocam por dia desnecessariamente. No período de 8 de fevereiro de 2014 a 8 de fevereiro de 2015, foram 2.436 saídas sem atendimento. Esse número engloba também os casos em que a vítima é encaminhada ao hospital antes da chegada da ambulância. Para o secretário-executivo do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Macrorregião Sudeste (Cisdeste), Denys Arantes Carvalho, o grande número de trote acaba prejudicando os atendimentos reais. “Quando empenhamos ambulâncias em um trote, podemos estar deixando de salvar uma vida.”

Até o início de dezembro do ano passado, foram registrados 40 mil trotes na região, composta por 94 municípios, sendo mais de 20 mil realizados por crianças. Uma média de 133 trotes por dia. O número representa 15% das chamadas recebidas pelo serviço. Em função disto, o Samu desenvolveu um gibi educativo voltado para as crianças, por meio do Núcleo de Educação Permanente (NEP). O gibi, intitulado “Samuzinho na escola”, conta a história de um menino que passa trote para o Samu e precisa do atendimento posteriormente. A iniciativa é inédita no país. Além disso, um teatro de fantoches tem sido utilizado na conscientização.

Desde sua criação, o Samu Regional realizou 36.136 atendimentos, sendo 15.473 em Juiz de Fora. Na cidade, cerca de 60% dos atendimentos são de causas clínicas e outros 28% são por causas traumáticas (ver quadro).

Tempo de resposta

Em um ano de atividade, o Samu Regional conseguiu reduzir em três minutos o tempo de resposta aos atendimentos, a partir do momento em que a ambulância sai do posto até o local de atendimento. O secretário-executivo atribui essa redução no tempo de resposta à distribuição de ambulâncias em locais estratégicos de Juiz de Fora. Além do Complexo Regular do Samu, há ambulâncias no postos avançados do Corpo de Bombeiros da Zona Norte e da UFJF, na Cidade Alta, e no quartel da Avenida Brasil, Centro.

Já na região, as ambulâncias são distribuídas geograficamente também levando-se em conta o tempo de resposta mais rápido. Essa distribuição tem facilitado a chegada de socorro nas rodovias, onde são frequentes acidentes graves. A BR-116 é a campeã em número de ocorrências, com 284. Em seguida estão a BR-040, com 153 atendimentos durante um ano, e a BR-267, com 129. “Esses números do Samu podem auxiliar outros órgãos, pois mostram onde há concentração de acidentes. Podem contribuir, por exemplo, para informar os locais onde há a necessidade de colocação de redutores de velocidade, entre outras providências”, explica Denys.

Apesar do helicóptero aeromédico, esperado para novembro, ainda não ter chegado, Denys conta que o helicóptero Pégasus da Polícia Militar (PM) tem auxiliado nos atendimentos de extrema urgência. Em agosto do ano passado, gêmeos nascidos prematuros, em Lima Duarte, estavam com baixo peso e precisavam de unidade de tratamento intensivo (UTI) neonatal para sobreviverem. Como o município não possui UTI neonatal, os bebês foram transferidos para Carangola. “Se fossem de ambulância, gastariam umas três horas e eles poderiam não ter sobrevivido. De helicóptero, foram gastos cerca de 40 minutos.”