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UFJF busca novos voluntários em pesquisa com a vacina BCG no combate à Covid-19

Instituição busca profissionais que tenham entre 20 e 50 anos e não pegaram a doença


Por Tribuna

09/05/2021 às 07h00

Após a primeira fase da pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) para teste de vacina BCG no combate à Covid-19, o projeto segue para a segunda chamada de voluntários, dessa vez ampliando o rol de participação. O estudo é desenvolvido em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e consiste no acompanhamento de voluntários vacinados com a BCG para avaliar sua eficácia contra o agravamento nos quadros do coronavírus.

Uma vez selecionados, mediante entrevista com a equipe científica, os participantes serão acompanhados ao longo de seis meses. A participação no estudo não impede que os voluntários tomem a vacina contra a Covid-19 nos próximos meses.

Profissionais aptos a se voluntariar

Nesta segunda chamada poderão se voluntariar pessoas que tenham entre 20 e 50 anos, nunca tiveram Covid-19 e não foram vacinados. A seleção convoca bancários, motoristas, cobradores ou trabalhadores do comércio. Também são chamados funcionários do setor de hotelaria ou serviços gerais. Pessoas que residem com profissionais dessas áreas também poderão participar da pesquisa.

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Para ser vacinado com a BCG, o voluntário não pode estar doente no momento, nem ter diabetes descontrolada ou hipertensão grave. É preciso também que a pessoa não tenha duas cicatrizes da BCG e, caso seja mulher, não esteja grávida ou amamentando.

As inscrições para participar da pesquisa podem ser realizadas on-line, tanto pelo e-mail [email protected] quanto pelo WhatsApp, pelo número (32) 99826-8179. Estes canais podem ser acionados também em caso de dúvidas.

A pesquisa

A BCG (Bacillus Calmette-Guérin), utilizada para prevenir as formas graves de tuberculose na infância, também é reconhecida por gerar uma resposta imunológica ampla contra outras infecções. De acordo com estudos da Fiocruz, ela poderia oferecer proteção contra a Covid-19 por suscitar ação celular contra organismos como vírus, bactérias, protozoários intracelulares, por meio da resposta imune inata.

Durante a primeira chamada do projeto, os participantes foram pessoas que moram com profissionais da saúde ou militares em atividade. “Trata-se de um ensaio clínico e esse tipo de estudo requer um grande número de voluntários pois, quanto mais indivíduos envolvidos, mais representativos são os resultados. Nesse momento, iniciamos a fase dois da pesquisa com perfis distintos de voluntários que acreditamos também serem mais vulneráveis à infecção por coronavírus”, explica a pesquisadora Kézia Scopel, do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFJF e integrante da pesquisa.

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