Teste rápido só é feito em casos graves
Usuários da rede SUS estão preocupados com a dificuldade de obter o diagnóstico de dengue nas unidades de saúde de Juiz de Fora. Um morador do Bairro Ipiranga, região Sul, contou que, na manhã de quinta-feira, procurou a UPA de Santa Luzia para fazer o teste de dengue. No entanto, ele foi orientado a procurar a unidade de atenção primária à saúde (Uaps). Chegando na Uaps do seu bairro, ele foi informado de que o sangue para o teste não estava sendo colhido, e solicitaram que ele voltasse na terça-feira. “Já tive dengue há três anos e estou sentindo muita dor de cabeça, nos olhos e no corpo há dias, além de febre de quase 40 graus.”
O subsecretário de Atenção Primária à Saúde, Thiago Horta, explicou que, nos casos leves da doença, o teste é agendado. “Existe no Ministério da Saúde um Protocolo de Classificação de Risco dos sinais e sintomas da dengue. Quando não há sintomas de gravidade, o paciente é classificado como azul e manejado pela própria Uaps. Se for urgência, ele é classificado como laranja ou vermelho e encaminhado à UPA.” O subsecretário ainda explica que nas Uaps são recolhidas amostras de sangue para o diagnóstico da doença. O teste rápido é disponibilizado pelas UPAs e só é feito em casos graves, já que tem custo elevado.
Fumacê
Dois carros de fumacê estão parados em uma oficina no Bairro Industrial, Zona Norte. Segundo um leitor, que preferiu ter o nome preservado, os carros já foram consertados e estão no local há dois meses. “Ainda há quatro carros de fumacê guardados no Poço Rico, onde fica o galpão da Funasa.”
De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde, Rodrigo Almeida, os carros não pertencem ao Município. “Mas eles não ficam parados. Rodam nas cidades da microrregião. Vamos fazer uso deles em uma ação de UBV (larvicida) que faremos em conjunto com o Estado.” A Tribuna entrou em contato com o Governo estadual, mas, até o fechamento desta edição, não obteve retorno.









