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Dom Gil orienta paróquias após decreto de lockdown

Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora admite esperança de retorno com 30% de ocupação das igrejas no próximo domingo (14)


Por Tribuna

09/03/2021 às 11h09- Atualizada 09/03/2021 às 11h17

Em comunicado divulgado na segunda-feira (8), o Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira, divulgou orientações para as paróquias de Juiz de Fora após o lockdown estabelecido pela Prefeitura de Juiz de Fora. O religioso confirmou a impossibilidade de realização de celebrações com a presença de fiéis, mas também admitiu ter esperanças de poder receber público, no limite de 30% da capacidade de cada igreja, a partir do próximo domingo (14).

O recebimento de fiéis em celebrações religiosas foi impossibilitado pelo Decreto nº 14.380 da PJF, que colocou o município na faixa roxa do “Juiz de Fora pela Vida”, programa de controle à pandemia na cidade. Com o novo estágio, apenas os serviços considerados essenciais são permitidos, em medida adotada em função da alta pressão sobre as unidades de saúde do município, que chegaram a registrar 100% de ocupação dos leitos de UTI durante o final de semana.

Após a decisão, o Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora confirmou a suspensão da presença dos fiéis nas missas e demais celebrações litúrgicas, além de interromper o atendimento a confissões.

Dom Gil também confirmou a interrupção do trabalho presencial de parte dos funcionários das paróquias. Os párocos e administradores paroquiais também devem analisar a possibilidade do home office ou do trabalho presencial sem atendimento externo, de acordo com comunicado da Arquidiocese.

Semana Santa

O Arcebispo também divulgou orientações com relação à Semana Santa, que ocorre entre os próximos dias 28 de março e 4 de abril. Dom Gil Antônio Moreira indicou a expectativa de que a lotação das igrejas seja mantida em 30% dos lugares e a proibição às procissões em vias públicas. Na celebração do dia 28 de março, a orientação é para que não sejam distribuídos ramos aos fiéis.

Na Quinta-feira Santa, no dia 1º de abril, não deve ser realizado o rito de lava-pés, enquanto o “beijo na cruz” também não poderá acontecer na Sexta-feira da Paixão, no dia 2. Por outro lado, Dom Gil destacou a importância de outras ações tradicionais da Igreja Católica. “Na Sexta-feira Santa, observem-se as regras do jejum e abstinência previstas pela Igreja: o jejum é prescrito para os fiéis entre as idades de 18 e 60 anos. Os demais o fazem se o desejarem. A abstinência de carne é prescrita para os maiores de 14 anos”, lembra.