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Furacão devasta o Haiti Falta de energia na Flórida atinge 1 milhão de pessoas


Por Tribuna

08/10/2016 às 07h00

Agentes do Unicef disseram que a situação do Haiti é

Agentes do Unicef disseram que a situação do Haiti é “apocalíptica” e que há 500 mil crianças desabrigadas ou em zonas de risco

Brasília (ABr) – Subiu para 842 o número de vítimas fatais no Haiti, após a passagem do furacão Matthew, de acordo com os últimos dados divulgados pelas autoridades locais. As informações são da Agência Ansa. Desde segunda-feira (3), países do Caribe estavam em alerta para a aproximação do fenômeno meteorológico, considerado o mais perigoso a atingir a região na última década. Na Jamaica, o furacão trouxe ventos fortes ventos e chuvas que alagaram várias cidades.

Na terça-feira (4), o Matthew atingiu o Haiti e o território cubano com ventos de 230km/h, devastando cidades e áreas de cultivo. O Haiti foi, até o momento, o país mais atingido pelo furacão. O número de vítimas ainda pode crescer, já que muitas áreas estão inacessíveis para as equipes de resgate. A região mais castigada foi o Sul do país, com 300 mil residências danificadas. Somente na cidade de Roche-a-Bateau 50 pessoas morreram. Na vizinha Jeremie 80% das casas vieram abaixo. Agentes do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) disseram que a situação do Haiti é “apocalíptica” e que há 500 mil crianças desabrigadas ou em zonas de risco.

O londrino “The Guardian” informa que a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho diz que mais de um milhão de haitianos foram afetados e centenas de milhares necessitam de assistência. Segundo relatos oficiais, as casas das localidades afetadas se tornaram pilhas de escombros, com tetos destruídos. As autoridades manifestaram preocupação especial em torno do departamento (estado) de Grand Anse, cujas mortes e estragos ainda não foram totalmente contabilizados. Plantações e unidades de tratamento de água também foram destruídas. A Organização Pan-Americana de saúde alertou para a possibilidade de um surto de cólera como consequência das inundações.

Em Cuba, as autoridades alertaram os moradores de Guantánamo, Santiago, Holguín, Granma e Las Tunas. Mais de 300 mil pessoas foram evacuadas e os voos foram suspensos, tanto os domésticos quanto os internacionais.

St. Augustine, Flórida (AE) – Um milhão de pessoas ficaram sem energia elétrica ontem na Flórida (EUA) em consequência da passagem do furacão Matthew pela costa americana. Em Orlando, mais de 100 mil pessoas sofreram com a queda de energia. Outras regiões, como os condados de Flager e Volusia, Brevard e Indian River também registraram grandes problemas com energia. De acordo com o jornal New York Times, a cidade de Jacksonville, no mesmo estado, é a região mais populosa no trajeto do furacão. Com 868 mil pessoas, a cidade está sob o risco de grandes inundações. O furacão se enfraqueceu ligeiramente, após atingir o estado, e se arrastar para o Norte ao longo da costa do Atlântico. De acordo com o Centro Nacional de Furacões, Matthew estava com ventos de 177 quilômetros por hora, reduzindo para a categoria 2.

O governo da Flórida determinou o fechamento de escritórios estaduais em 26 condados. Escolas e universidades em áreas afetadas também estão fechadas nesse período. Companhias aéreas do estado cancelaram voos em aeroportos. Os governadores da Flórida, da Geórgia, da Carolina do Sul e da Carolina do Norte declararam estado de emergência. Antes de seguir em direção ao litoral leste dos Estados Unidos, o furacão Matthew provocou grandes desastres no Haiti. Conforme informações oficiais, militares norte-americanos estão se dirigindo ao Haiti para oferecer assistência.

Cerca de 2 milhões de pessoas que moram no litoral dos estados da Flórida, da Carolina do Sul e da Geórgia estão se deslocando para o interior do país, no que é considerado o maior êxodo provocado por desastres naturais registrado nos Estados Unidos, nos últimos dez anos. As autoridades estão divulgando sucessivos avisos para que moradores deixem as áreas de risco e procurem imediatamente abrigo.