Juiz de Fora integra Marcha pela Legalização do Aborto
Manifestação realizada no município ocorreu ainda em outras cidades da América Latina. Intenção é defender maior conscientização sobre o tema

Juiz de Fora integrou a Marcha pela Legalização do Aborto na América Latina, que aconteceu nesta quarta-feira (8) em várias cidades do continente. Reunidos na Praça da Estação, os cerca de 200 manifestantes trouxeram à tona questões relacionadas ao aborto e proferiram palavra de ordem, ao marcharem rumo ao Cine-Theatro Central, no Calçadão da Halfeld.
Organizado pelo Fórum 8M, o ato aconteceu, também, “em solidariedade às mulheres argentinas”. O país vizinho votou, nesta quarta-feira, o projeto de lei que visa a legalizar a prática do aborto, conforme explicou uma das integrantes do coletivo, Lucimara Reis.
Segundo ela, as iniciativas fortalecem o movimento feminista e também contribuem para que outros países busquem realizar tal debate. Em Juiz de Fora, os coletivos feministas estão cumprindo agenda desde sexta-feira (3), data em que o Supremo Tribunal Federal (STF) começou a realizar as audiências públicas no Brasil para discutir o caso.
Para a presidente do PSOL-JF, Lorene Figueiredo, que participou da marcha, a “luta é por todas as mulheres, mas é principalmente pelas pobres e negras, que morrem em decorrência dos abortos clandestinos”.
Sob o lema “Nem presa, nem morta” e com faixas verdes – cor do movimento pela legalização do aborto – mulheres, principalmente jovens, expuseram seus posicionamentos para que o aborto não seja considerado crime quando feito até a décima segunda semana de gravidez. “Eu acho completamente equivocado o Estado decidir sobre uma escolha que deve ser exclusivamente da mulher”, defende a estudante Clarissa Bortolus, 18. Para ela, que participou pela primeira vez de uma manifestação, a legalização do aborto não contribui para a prática abortiva, mas para que haja mais conscientização sobre o tema.









