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50 jovens participam de baile de debutantes nesta sexta

Meninas terão direito a uma noite de festa, desde o bufê até a maquiagem

Por Tribuna

08/08/2018 às 07h00- Atualizada 08/08/2018 às 16h18

Novos sonhos se preparam para entrar na pista da segunda edição da Festa de Debutantes da Casa de Cultura Evailton Vilela (CCEV) e da Associação Social de Amparo ao Cidadão (ASAC), na noite da próxima sexta-feira (10), na Estação São Pedro. Neste ano, a iniciativa permitirá que 50 jovens – dez a mais que no ano anterior- e suas famílias tenham acesso a uma noite com tudo o que têm direito, desde o bufê até a maquiagem. O bilhete de acesso para o baile, assim como no primeiro ano, foram as palavras das jovens. No ano passado, elas foram estimuladas a escrever uma redação em que relatassem suas vivências presentes. ‘A realidade dos meus 15 anos’. Nesse ano, o tempo verbal é o futuro, mas especificamente, o que elas querem para o dia de amanhã.

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O acesso foi ampliado e foi o sentimento que despertou ainda mais o senso de inclusão. “Percebemos que as meninas com alguma necessidade especial também precisam ser contempladas e estabelecemos uma cota de 10% das vagas para elas. Isso mostra que estamos no caminho certo, de oferecer uma oportunidade, incluindo de verdade, não só no discurso. A felicidade não obedece a um padrão único”, diz o fundador e presidente da Casa de Cultura, Jefferson da Silva Januário, conhecido como Negro Bússola. Para ele, a participação é resultado do trabalho desempenhado, que vem da inquietude de dar a essas meninas o papel de protagonistas de suas próprias histórias.

“É muito significativo permitir que essas garotas tenham acesso a uma festa delas e possam comemorar com sorrisos, com amor. Marcar esses 15 anos de sobrevivência por meio desse ato, em uma sociedade que tem testemunhado cada vez mais feminicídios, é muito importante e muito audacioso. Esse papel de destaque ajuda a quebrar esse ciclo”

Envolvidos nos últimos detalhes, os organizadores se comprometem a preparar uma atração que surpreenda as debutantes, a mesma tônica do ano anterior. “Muitas meninas têm conhecidas que participaram da primeira edição, pessoas próximas ou ainda acompanharam pelas redes sociais. Elas criaram uma expectativa muito grande em cima do que já foi apresentado. Isso faz dessa edição um desafio maior. Até mesmo para que a gente possa atender as peculiaridades e necessidades de cada uma delas”, diz a assessora de comunicação da Casa de Cultura, Fernanda Evarista. Ainda conforme ela, tudo isso foi cumprido mantendo o objetivo de envolver as meninas da periferia de todas as regiões da cidade.

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