Chapéu D’Uvas contribui para economia de João Penido

Volume acumulado na João Penido ainda está abaixo do ideal. Por esta razão, rodízio permanece (Fernando Priamo)
Apesar de 2015 ter terminado com acumulado de chuvas aquém do previsto, alcançando a marca de 70,7% do esperado segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a Represa João Penido está, atualmente, em situação melhor que a observada em janeiro do ano passado. Ontem, o nível do reservatório era de 50,6% de sua capacidade, sendo que, em 2015, o índice estava em 30,77%. Esta recuperação momentânea, de acordo com a Cesama, se deve a vários fatores, como a economia feita pela população, o rodízio no abastecimento e a redução do uso da João Penido após o início da operação de Chapéu D’Uvas, ainda em outubro de 2014. No entanto, o volume acumulado no manancial ainda não é o ideal e, por este motivo, o racionamento permanece, sem prazo para terminar. Para se ter ideia desta diferença, em 2014, a João Penido estava, nesta mesma época do ano, com 91,22% do seu lago preenchido, e, em 2013, com 81,68%.
De acordo com o diretor-presidente da Cesama, André Borges de Souza, mesmo que as chuvas se comportem dentro do previsto este ano, João Penido não irá se recuperar plenamente neste período. Mesmo assim, a meta é poupá-la ainda mais. “Poupamos cerca de 20% em 2015, e, em 2016, queremos dobrar esta economia, chegando a 40%. Isso será possível usando mais as águas de Chapéu D’Uvas (11 vezes maior que João Penido)”, informou, explicando que, para isso, obras estruturais estão em andamento. Uma delas é a transposição deste recurso para a Estação de Tratamento de Água (ETA) Marechal Castelo Branco, que fica em João Penido. Os trabalhos estão previstos para terminar em março, quando deve, também, iniciar os testes operacionais. Atualmente, as águas de Chapéu D’Duvas são levadas para a estação do Bairro Distrito Industrial, conhecida como ETA-CDI. No entanto, problemas em sua estrutura física, ainda não solucionados, impedem sua utilização plena.
Rodízio
Em vigor desde outubro de 2014, o rodízio no abastecimento em Juiz de Fora ainda se mantém. Conforme André, a medida será suspensa apenas quando a companhia tiver tranquilidade com relação à recuperação das represas. “A conclusão da obra (de transposição da água de Chapéu D’Uvas) é uma variável importante, mas também precisamos observar o comportamento das chuvas no restante do período. Por enquanto, ainda temos mais incógnitas do que equações, e, por isso, vamos manter o racionamento.”








