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Vizinhança teme por focos do Aedes


Por Tribuna

07/01/2016 às 07h00- Atualizada 07/01/2016 às 07h56

Falta de capina impede acesso a túmulos e atrai bichos peçonhentos (Leonardo Costa/05-01-16)

Falta de capina impede acesso a túmulos e atrai bichos peçonhentos (Leonardo Costa/05-01-16)

A falta de manutenção de algumas áreas do Cemitério Municipal Nossa Senhora Aparecida, no Poço Rico, região central, tem incomodado moradores do entorno. O mato alto entre os túmulos, principalmente na parte superior, próximo ao Bairro Granbery, chama a atenção pela impossibilidade de acesso a algumas sepulturas. Segundo os vizinhos, a falta de capina tem atraído animais peçonhentos, como cobras e escorpiões. Outra preocupação é a possibilidade de formação de criadouros para o mosquito Aedes Aegypti, vetor de doenças como a dengue, febre amarela, chikungunya e zika vírus.

“Sem capina, os túmulos estão encobertos pelo mato. Há vários lugares para a proliferação do mosquito da dengue. Além disso, tem aparecido escorpiões, cobras, urubus. Tenho crianças e animais de estimação, imagina o receio”, desabafa um profissional autônomo de 30 anos, morador do Granbery que não quis se identificar.

A situação de descuido do cemitério não é nova. Em outubro do ano passado, a Tribuna registrou sinais de descaso na manutenção da parte superior do sepulcro, incluindo a falta de capina, acúmulo de lixo, lápides e túmulos com tampas quebradas. Nesta semana, a Tribuna voltou ao local e constatou a procedência da reclamação dos moradores. Nas proximidades da entrada do cemitério pela Rua Dona Mariana Evangelista, o mato cresce entre as sepulturas, inclusive impedindo ou dificultando o acesso a muitas delas.

O secretário de Obras, Amaury Couri, explica que, nas últimas semanas, houve uma diminuição do contingente de pessoas que auxiliam na roçada do cemitério, assim como em outros pontos da cidade, por conta do indulto de Natal. Isto porque muitos presidiários que receberam o benefício atuavam nos serviços do Demlurb. “É praticamente impossível manter o mato sob controle”. Ele explica ainda que o período de chuvas tende a dificultar a manutenção em qualquer local, já que alguns tipos de capim crescem mais rapidamente nessa época. Amaury espera que os serviços sejam normalizados na segunda quinzena de janeiro.

Sobre as ações de combate à dengue no local, a Secretaria de Saúde informa que o Cemitério Municipal é um ponto estratégico e, por essa razão, a equipe de agentes de endemias realiza ação de vistoria de eliminação de focos no local a cada 15 dias.