Deslizamento de terra segue sem limpeza e com risco de novas ocorrências no Bairro São Mateus

Moradores relatam insegurança com terra ocupando parte da via e questionam tráfego liberado no trecho


Por Miguel Baesso*

06/05/2026 às 11h32- Atualizada 06/05/2026 às 12h47

O deslizamento de terra na Rua Melo Franco, em frente a Rua Pedro Botti, no Bairro São Mateus, na Zona Sul da cidade, permanece isolado pela Defesa Civil e sem limpeza pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF). De acordo com o Executivo municipal, o espaço ainda apresenta risco de novos deslizamentos, inviabilizando a realização de qualquer intervenção. Com isso, moradores do entorno questionam a segurança na região, tanto em relação às pessoas que moram próximo ao local quanto sobre o tráfego de veículos que segue normalizado no trecho. 

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(Foto: Contribuição da leitora)

Nosso medo é de acontecer um acidente aqui. Se vier uma próxima chuva, essa terra – que não é pouca – vai descer toda para a rua. O que causa mais indignação é que não providenciaram a retirada da terra”, relata a moradora Maria Inês Moreira. Ela conta que passa com frequência pela via e afirma que a terra ocupa parte da rua, prejudicando a mobilidade de pedestres e motoristas que circulam pelo trecho.

Segundo relatos, a terra passou a invadir a via após o morador de um imóvel ao lado realizar uma movimentação no terreno depois das fortes chuvas, o que teria provocado o deslizamento de parte da estrutura. A informação foi confirmada pela Prefeitura, que afirmou, em nota, que a movimentação irregular de terra deixou o terreno suscetível a novos deslizamentos. Os responsáveis também teriam sido notificados pela fiscalização da PJF.

Segundo a Prefeitura, essa é a principal justificativa para que não tenha sido feita nenhuma ação de limpeza e remoção de terra no local. A reportagem questionou, no entanto, se, diante do risco de novos deslizamentos, os imóveis próximos e o tráfego na via também poderiam ser afetados em caso de novas chuvas fortes. A PJF respondeu em nota:

“No momento, não há indicação técnica que justifique a interdição total da via. A área segue sendo monitorada periodicamente pelas equipes responsáveis, com realização de vistorias presenciais e acompanhamento por drone.”

O Município também informou que, caso seja identificada qualquer evolução no cenário que represente risco às residências vizinhas ou ao tráfego, novas medidas poderão ser adotadas, incluindo a ampliação das interdições. A Tribuna também questionou o Executivo sobre a previsão para a retirada da terra no local, que destacou que não é possível traçar uma estimativa – uma vez que a intervenção só ocorrerá quando a área for considerada segura pela Defesa Civil.

Com terra despejada pela rua, surge ainda um outro problema: o excesso de resíduos sólidos e orgânicos no local. Nas imagens encaminhadas à redação, é possível ver restos de entulhos de construção, sacos plásticos e outros materiais que, quando acumulados, podem atrair animais e insetos vetores de doenças.

*Estagiário sob supervisão da editora Mariana Floriano