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ANTT apreende cinco ônibus por transporte interestadual irregular de passageiros

Dois dos veículos flagrados partiram de Juiz de Fora; ação ocorreu na BR-040 com apoio da PRF


Por Tribuna

06/04/2021 às 13h03

Uma operação de combate ao transporte clandestino de passageiros apreendeu cinco ônibus por flagrante de serviço de locomoção não autorizada de passageiros entre as últimas quinta (1º) e sexta-feira (2), na BR-040, em Areal (RJ). Todos os veículos pertenciam a companhias de turismo e realizavam serviço de linha para empresa de transporte por aplicativo. A fiscalização fez parte da Operação Pascal 2021, realizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

De acordo com a ANTT, os veículos estavam com pneus carecas, extintor de incêndio vencido e para-brisa com trincas. Os ônibus também não tinham autorização para transporte de passageiros. Dois dos ônibus apreendidos transportavam clientes entre o Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte, enquanto os demais faziam as linhas: Juiz de Fora x Rio de Janeiro (RJ), Juiz de Fora x Cabo Frio (RJ) e Rio de Janeiro (RJ) x Viçosa (MG). Um total de 81 passageiros eram transportados.

A Operação Pascal foi criada pela ANTT em 2020 e tem o objetivo de combater o transporte rodoviário interestadual irregular de passageiros. Segundo a fiscalização, algumas empresas de turismo são contratadas por serviços de aplicativo para fazer as linhas de transporte com venda de passagens.

A Agência alerta aos consumidores que os veículos autorizados para a categoria de transporte desembarcam em terminais rodoviários e emitem bilhetes de passagens. Os ônibus irregulares não podem embarcar em terminais e não emitem bilhetes, sendo passíveis de apreensão.

A ANTT recebe denúncias de serviços clandestinos pelo Whatsapp (61) 99688-4306, telefone 166 e o e-mail [email protected].

PJF tentou coibir viagens

Na última quarta-feira (31), a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) buscou coibir as viagens interestaduais solicitando à ANTT que não autorizasse o serviço de transporte coletivo de passageiros com origem em Juiz de Fora. Na ocasião, a PJF argumentou que “existe a possibilidade destas viagens acarretarem no aparecimento de novas cepas do coronavírus na cidade”.