ANTT apreende cinco ônibus por transporte interestadual irregular de passageiros
Dois dos veículos flagrados partiram de Juiz de Fora; ação ocorreu na BR-040 com apoio da PRF
Uma operação de combate ao transporte clandestino de passageiros apreendeu cinco ônibus por flagrante de serviço de locomoção não autorizada de passageiros entre as últimas quinta (1º) e sexta-feira (2), na BR-040, em Areal (RJ). Todos os veículos pertenciam a companhias de turismo e realizavam serviço de linha para empresa de transporte por aplicativo. A fiscalização fez parte da Operação Pascal 2021, realizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
De acordo com a ANTT, os veículos estavam com pneus carecas, extintor de incêndio vencido e para-brisa com trincas. Os ônibus também não tinham autorização para transporte de passageiros. Dois dos ônibus apreendidos transportavam clientes entre o Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte, enquanto os demais faziam as linhas: Juiz de Fora x Rio de Janeiro (RJ), Juiz de Fora x Cabo Frio (RJ) e Rio de Janeiro (RJ) x Viçosa (MG). Um total de 81 passageiros eram transportados.
A Operação Pascal foi criada pela ANTT em 2020 e tem o objetivo de combater o transporte rodoviário interestadual irregular de passageiros. Segundo a fiscalização, algumas empresas de turismo são contratadas por serviços de aplicativo para fazer as linhas de transporte com venda de passagens.
A Agência alerta aos consumidores que os veículos autorizados para a categoria de transporte desembarcam em terminais rodoviários e emitem bilhetes de passagens. Os ônibus irregulares não podem embarcar em terminais e não emitem bilhetes, sendo passíveis de apreensão.
A ANTT recebe denúncias de serviços clandestinos pelo Whatsapp (61) 99688-4306, telefone 166 e o e-mail [email protected].
PJF tentou coibir viagens
Na última quarta-feira (31), a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) buscou coibir as viagens interestaduais solicitando à ANTT que não autorizasse o serviço de transporte coletivo de passageiros com origem em Juiz de Fora. Na ocasião, a PJF argumentou que “existe a possibilidade destas viagens acarretarem no aparecimento de novas cepas do coronavírus na cidade”.









