Começa construção de trincheira em avenida
As obras viárias na região central de Juiz de Fora começam oficialmente hoje. Algumas das 40 máquinas da Egesa Engenharia S.A., empresa vencedora da licitação para a execução de mergulhões, pontes e viadutos, chegam à cidade para dar início aos serviços. A primeira intervenção será o mergulhão que ligará a Avenida Francisco Bernardino à Praça dos Poderes, ao lado do Terreirão do Samba, onde as escavações devem começar nos próximos dias. Paralelamente está prevista a construção da ponte que ligará as duas margens da Avenida Brasil, em frente à Avenida Garibaldi Campinhos. Durante as duas intervenções, que devem ser concluídas em oito meses, os transtornos no trânsito da região central serão inevitáveis, principalmente em vias como a Francisco Bernardino e a Benjamin Constant. Para minimizar os problemas, pelo menos quatro passagens de nível serão abertas temporariamente para permitir maior fluidez.
De acordo com o secretário de Obras, Jefferson Rodrigues Júnior, além de uma abertura em frente à Rua Floriano Peixoto, que culminará em uma nova via alternativa, interligando as avenidas Francisco Bernardino e Brasil, dentro do Terreirão do Samba, outras três estão previstas. "Faremos uma abertura em frente à Rua Silva Jardim, uma em frente à Halfeld, que será usada exclusivamente pelos ônibus, e outra na Espírito Santo. A intenção é permitir o acesso entre as duas partes da cidade", explicou o secretário, informando que um esquema de trânsito também será definido em reunião entre empreiteira e Settra. De acordo com a assessoria da MRS Logística, a empresa já está ciente das aberturas alternativas na linha férrea e finaliza ajustes operacionais com a Prefeitura.
Para a execução das obras dos mergulhões, está sendo feito o remanejamento de redes de captação pluvial que passam pela área, serviço que começou a ser realizado pela Secretaria de Obras na última semana. Segundo Jefferson, assim que as obras estiverem evoluindo na trincheira dos Poderes e na ponte, a previsão é de início dos serviços no mergulhão da Benjamin, o que deve acontecer dentro de dois a três meses. "Vamos tocar as obras concomitantemente. A previsão é de que, dos quase R$ 78 milhões disponíveis, sejam utilizados cerca de R$ 25 milhões esse ano para as duas intervenções."
Quando estiver pronto, o conjunto possibilitará a criação de um binário, transformando a Avenida Brasil no eixo estruturador, desafogando as avenidas centrais, como Rio Branco, Itamar Franco e Getúlio Vargas. Os motoristas que deixam o Centro seguirão pela Francisco Bernardino e acessarão o novo mergulhão, que desembocará na Rua Leopoldo Schimitz, ao lado do Terreirão do Samba, e sairão na Avenida Brasil, acessando a nova ponte com destino às regiões Leste, Nordeste e Sudeste. Já todo o tráfego originário dessas regiões, por exemplo, será direcionado para a Benjamin, que funcionará em mão única sentido Vitorino Braga-Centro.
Além dos dois mergulhões, no pacote de reestruturação viária anunciado pela Prefeitura em abril, estão previstos três viadutos e quatro pontes. Conforme o secretário de Obras, o viaduto do Tupynambás também poderá ser iniciado este ano. De acordo com a Egesa, no pico da obra, cerca de 300 funcionários estarão trabalhando, e a previsão é de conclusão das intervenções em dois anos. Dos R$ 78 milhões, a maior fatia (R$ 65 milhões) é de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), e o restante, dos cofres públicos municipais, a título de contrapartida.








