Sindicato cobra mais segurança em Uaps

Pacientes estão sem atendimento no posto de saúde
O Sindicato dos Médicos vai enviar ofício ao Ministério Público, à Prefeitura e à Polícia Militar pedindo “garantias de segurança imediatas” para que os profissionais da Unidade de Atenção Primária à Saúde (Uaps) do Bairro Santa Rita, Zona Leste, voltem ao trabalho. O local está de portas fechadas desde a última quarta-feira, quando um homem foi executado a tiros e um paciente de 50 anos acabou sendo baleado no posto. O paciente, baleado no tórax, permanece internado em estado grave no CTI do Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus. De acordo com o presidente do sindicato, Gilson Salomão, a equipe que trabalhava na hora do crime “está extremamente temerosa de voltar ao trabalho. Não tem condições de desempenhar as funções. Assim, vamos exigir do Poder Público mais segurança”. A comunidade também está apreensiva.
Conforme Gilson Salomão, o documento irá denunciar a vulnerabilidade a que estão expostos outros profissionais que exercem suas funções em áreas de riscos. “O medo não está apenas na Uaps do Santa Rita. Temos relatos de profissionais de outros pontos. Há cerca de seis meses, precisamos intervir em um caso na Vila Esperança, na Zona Norte. Um carro chegou a ser queimado na porta da unidade de saúde. Os profissionais só voltaram ao trabalho quando, de fato, tinham mais segurança”, pontuou.
A Uaps do Santa Rita está fechada desde o dia do crime. No espaço, há apenas um agente comunitário, que presta informações à população que procura atendimento. Segundo o funcionário José dos Santos, cerca de cem pessoas já estiveram na unidade ou telefonaram para se informar entre quinta-feira e a tarde de ontem. A assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde informou que o posto ainda não reabriu para garantir a tranquilidade dos servidores. A previsão é que o funcionamento seja retomado na próxima segunda-feira.
A assessoria da Secretaria de Saúde informou ainda que aguarda a chegada do ofício do Sindicato dos Médicos para conhecer as demandas, mas adiantou que já está trabalhando em conjunto com a Secretaria de Administração e Recursos Humanos (SARH), para garantir a integridade física e emocional dos servidores. A Delegacia Especializada de Homicídios investiga o crime ocorrido no Santa Rita. Conforme o delegado Rodrigo Rolli, os suspeitos já estão identificados e devem ser presos nos próximos dias.








