Movimento anuncia afastamento de diretor e volta das aulas nesta terça

A semana começou com novas manifestações no Instituto Metodista Granbery, que vive um imbróglio desde a última quarta-feira, quando estudantes, funcionários, professores, pais de alunos, Associação dos Granberyenses e ex-alunos iniciaram um movimento contra o diretor da Faculdade Granbery, Walker Soares do Nascimento, e a Rede Metodista de Educação, que administra o Granbery e outras instituições de ensino pelos país. Após três dias de manifestações, o diretor da faculdade foi afastado de suas funções, conforme o movimento “Eia, avante granberyenses” e a comissão de negociação montada para tratar dos assuntos de interesse dos manifestantes.
Durante toda esta segunda, as atividades no Granbery foram interrompidas pela própria instituição. Na quinta e sexta-feira passadas, as aulas haviam sido suspensas pelos ativistas.
Na noite desta segunda-feira (4), centenas de pessoas se reuniram em assembleia não reconhecida pelo Instituto, realizada no meio da rua, depois que a direção da entidade fechou as portas e proibiu a reunião dentro de suas dependências. No encontro, ficou definido que as aulas no colégio e na faculdade serão retomadas nesta terça, porém será mantido o estado de alerta, com possibilidade de novas paralisações, caso as reivindicações não sejam atendidas.
[Relaciondas_post] Conforme o professor da Faculdade de Pedagogia e vice-presidente da Associação dos Granberyenses, Ulisses Belleigoli, o movimento aguarda um posicionamento da Rede Metodista de Educação, bem como da Igreja Metodista, para definir os rumos. “O que estamos procurando é a readmissão dos funcionários que foram demitidos, além de outras pautas que preocupam os alunos, como clientes. Por exemplo, os alunos estão pleiteando a prorrogação do calendário escolar para que eles não sejam prejudicados.”
O movimento pede ainda a manutenção das bolsas dos empregados e dependentes e a estabilidade geral dos funcionários por um ano. Pai de um dos estudantes da instituição, João Cláudio Barbosa enxerga o movimento de forma apreensiva, porém contente pela mobilização. “Como pai, vim para o Granbery acreditando num projeto didático-educacional que foi abruptamente cortado por demissões de pessoas que eram fundamentais para esse processo educacional.”
A Tribuna fez contato com a Rede Metodista de Educação, mas, até o fechamento desta edição, a entidade ainda não havia se manifestado. Em nota divulgada no site, a direção do Granbery confirmou a suspensão das atividades nesta segunda. Conforme o comunicado, “os dias letivos serão plenamente cumpridos, com reposições a serem agendadas conforme calendário acadêmico a ser revisado, tão logo normalizada a situação, sem prejuízo para os estudantes.”









