Pai indiciado por tentativa de homicídio
A Polícia Civil indiciou por tentativa de homicídio o homem que está preso no Ceresp sob suspeita de tentar matar a filha, um bebê de 9 meses. O suspeito está detido desde a semana passada, quando o juiz José Armando Pinheiro da Silveira deferiu o pedido de prisão temporária por dez dias apresentado pela titular da Delegacia de Orientação e Proteção da Família, Maria Pontes. A prorrogação da prisão em mais cinco dias já havia sido concedida pelo magistrado. No entanto, com a conclusão do inquérito, a delegada apresentou pedido de prisão preventiva. Se a Justiça deferir a preventiva, o suspeito deverá ficar preso por tempo indeterminado. Ainda esta semana, o investigado deverá realizar exame de DNA. Como existe a possibilidade de a menina não ser filha biológica do rapaz, ele poderá responder ainda por crime contra o estado de filiação, que prevê até seis anos de pena, já que registrou a criança. Se for condenado por tentativa de homicídio com emprego de métodos cruéis, a pena poderá chegar a 30 anos de prisão.
O caso está sendo investigado desde março, quando a menina, com então 6 meses de idade, deu entrada no Hospital Albert Sabin com um quadro convulsivo. Após a internação na UTI, os médicos da unidade constataram que ela apresentava fratura de crânio. Na época, a alegação da família era a de que a criança havia sofrido queda da banheira durante o banho. Apesar disso, o Sabin chegou a enviar ofício ao Conselho Tutelar por suspeita de maus-tratos. Na ocasião, a polícia realizou diligências preliminares, mas as informações iniciais sustentavam a versão de um acidente. Um dia antes de ter alta do hospital, porém, a menina sofreu nova fratura na cabeça, tendo sido o pai o acompanhante da noite. Com a exposição do bebê a novo trauma dentro do hospital e com os novos depoimentos colhidos pela polícia, os indícios colocam o rapaz como principal suspeito dos ferimentos. Apesar de estar com 9 meses, ela apresenta sequelas neurológicas da visão, da deglutição e não consegue sustentar a própria cabeça. A guarda da criança foi transferida para a avó materna, com quem o bebê, em fase de recuperação, está sendo mantido por ordem judicial.
O possível pai biológico da menina foi contactado pela polícia e se prontificou a realizar exame de DNA. Ele já vinha ajudando financeiramente a mãe da criança, com quem manteve relacionamento anterior.







