Delegada ouve suspeitos e deve tratar caso como homicídio

Suspeita flagrada ao chegar na delegacia
Após encerrar o depoimento do vendedor de 30 anos, suspeito no caso da morte de um professor de 33 anos que foi encontrado morto com os pés e as mãos amarradas dentro de uma residência no Bairro Paineiras, na região central, a delegada do Núcleo de Ações Operacionais da Polícia Civil, Sheila Oliveira, disse em coletiva, na tarde desta segunda-feira (4), que a causa da morte teria sido "asfixia causada por esganadura". Por volta das 17h, a segunda suspeita, uma empresária de 38 anos, ainda estava sendo ouvida. A delegada disse que deve tratar o caso como homicídio.
Caso
A ocorrência foi registrada às 21h48 de domingo (3) quando, segundo o boletim da Polícia Militar, a corporação foi acionada e deslocou-se até o local do crime, na Rua Olegário Maciel. De acordo com o relato dos policiais, ao chegarem, encontraram o homem caído no chão, com os pés atados por um cinto e as mãos, por uma camisa, sendo contido pelo vendedor. Sobre a vítima, ainda havia duas cadeiras e uma mesa. A empresária também foi encontrada segurando o professor pelo ombro. Os dois suspeitos foram contidos e indagados sobre o que teria acontecido. Enquanto isso, uma equipe do Samu começava as manobras de ressuscitamento, sem sucesso.
O casal contou que os objetos teriam sido utilizadas para conter o professor. Eles argumentaram que o mesmo teria passado por uma crise convulsiva e que a imobilização foi necessária para evitar que ele se ferisse. Ainda conforme os suspeitos, ao recobrar a consciência, a vítima teria se irritado e tentado agredi-los. Foi neste momento que os dois o teriam amarrado. Os policiais deram voz de prisão em flagrante para suspeitos, que foram conduzidos para a delegacia de plantão.







